quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

05/02/2013 - Treininho Barra Velha - SC

O Maneca me convidou para um "treininho" na noite dessa terça-feira. Aceitei o convite, mas a correria durante o dia não permitiu que eu me prepara-se com calma para essa pedalada. Cheguei em casa e fiz um lanche rápido, não deu tempo para colocar os pneus de asfalto e na correria acabei esquecendo os documentos, celular e dinheiro em casa. A proposta do Maneca era fazer um bate-volta até Barra Velha, ele não me falou em quanto tempo queria fazer, mas eu estimava que em três horas estaríamos de volta. O ponto de encontro foi no viaduto da rua Porto Rico ás 18:38 hs.
Logo na saída o Maneca reclamou que seu pneu estava esvaziando: "Mas é coisa pouca, não dá nada" - disse ele. E também pegou no meu pé, pois fui com os pneus certos para esse pedal. Saímos e enquanto a gente pedalava conversamos um pouco, mas logo o Maneca impôs o seu ritmo de pedalada e vi a média passar de 29 km/h. Eu sempre pedalava mais atrás pois quando eu me aproximava o Maneca aumentava o ritmo, acho que ele queria me despistar.
Muitos carros e caminhões passavam por nós e nos cumprimentavam através de buzinadas e sinais de alerta.
Passamos pelo pedágio de Araquari e percebemos o asfalto um pouco molhado, mas no momento não estava chovendo.
Chegamos no trevo de Barra Velha em 1:20 hs de pedalada. Descansamos um pouco e registramos o momento com algumas fotos. Logo começou a chover forte e cheguei a sentir um pouco de frio, mas era só voltar a pedalar que esquentava de novo.
Fotógrafo profissional.
Não acredito que fiquei na frente da "velha".
Enchemos mais um pouco o pneu do Maneca e vamos voltar que o "tempo ruge" como dizem alguns conhecidos. Antes do pedágio já parava de chover e logo após o pedágio precisamos parar para encher mais um pouco o pneu do Maneca. Ouvimos um barulho de ar vazando e percebemos que a câmara abriu na região da válvula, era necessário trocar a câmara. O Maneca colocou uma câmara nova e para a nossa surpresa aconteceu a mesma coisa. Havia mais uma câmara reserva e o Maneca colocou ela, mas na pressa o pneu ficou um pouco deslocado e ele resolveu ir assim mesmo.
Mesmo assim o pneu continuava esvaziando e de tempo em tempo era necessário dar uma calibrada, provavelmente ficou alguma ponta de arame no interior do pneu que não conseguimos achar no momento. Depois de tanto tempo trocando pneu e enchendo, voltamos pedalando rápido, a vontade de chegar em casa era grande. Mas a nossa noite ainda estava começando, eram 21:45 hs quando ao passar pelo viaduto da BR-280 com a BR-101 ouvimos um barulho alto vindo do pneu traseiro da minha bike, em alguns segundos ele estava vazio. Ao tirar o pneu fiquei surpreso com o tamanho do objeto que atravessou o pneu e a fita anti-furo com facilidade.

Coloquei logo uma câmara nova e bora pra casa. Claro, ainda tinha que ficar enchendo o pneu do Maneca. Passamos pela curva do arroz e mais uma parada para calibrar o pneu, então o Maneca falou: "Vai Jefo, pode ir que agora estou em casa", ainda faltavam uns 5 km para ele chegar em casa, mas percebi que ele estava exausto e não queria mais ficar enchendo pneu toda hora. Fiquei sem ação pois não queria deixar ele sozinho naquela situação, mas ele insistiu, eu não poderia ajudá-lo de outra forma e me despedi dele. Estava com muita sede e sem dinheiro, por sorte estava perto do posto da Auto Pista Litoral Sul, para quem não sabe eles tem água, café e banheiro para serem utilizados pelos usuários da rodovia sem custo adicional. A bike não paga pedágio, mas utiliza a pista que é de concessão deles. Aproveitei e enchi minhas duas caramanholas de água bem gelada.
A autonomia da minha lanterna já tinha se esgotado e a única iluminação que eu tinha eram dos veículos que passavam por mim e iluminavam o acostamento. Continuei na BR-101 até a rua Anita Garibaldi e resolvi voltar pra casa por dentro da cidade, estava cansado de pedalar no escuro e de ouvir caminhões passando por mim. Cheguei em casa ás 23:15 hs, larguei tudo, tomei um banho e apaguei. E esse foi mais um breve longo treino, físico e psicológico. Pedalei quase 110 km e o tempo do martírio foi de 5:17 hs. Valeu pelo convite Maneca, espero que agora não reclame mais dos trajetos que eu faço, o seu trajeto fácil no fim ficou difícil kkkkkk. Mais uma aventura para ficar na memória. Leiam também o relato do Maneca no Natividade Aventuras Joinville.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

02/02/2013 - Barra Velha e Barra do Sul

Nesse sábado decidi ir até Barra Velha. Mandei e-mail para alguns bikers que estivessem afim de me acompanhar nessa empreitada, mas só o Cabelo deu sinal de positivo. Marquei de nos encontrarmos ás 6:49 hs na saída da rua Porto Rico para a BR-101. Achei que 6:30 hs era muito cedo e 7:00 hs muito tarde, então se é pra quebrar vamos quebrar de vez. Cheguei lá alguns minutos antes do horário e logo já chegou o Cabelo. Para a nossa surpresa, estávamos com a mesma camisa, ficou parecendo uma equipe, que na realidade é o que formamos.
Na BR-101 a pedalada fluía bem. Estava amanhecendo e em alguns trechos a neblina ainda estava bem baixa. O sol já dava sinal que nos acompanharia forte durante toda a pedalada.
Quando chegamos no viaduto com a BR-280 o sol apareceu.

Tinha pouco movimento e a pedalada continuava rendendo, passamos pelo pedágio de Araquari e ás 8:10 hs passamos em frente a Havan.
Chegamos em Barra Velha com média de 29 km/h. O Cabelo tinha me falado que queria chegar mais cedo em casa, pois ele ainda tinha que fazer o almoço.
Sugeri de irmos até a Praia da Península em Barra Velha e passar pela ponte pênsil, ele pensou um pouco mas topou. Esse é um lugar bem atípico, á esquerda fica a lagoa de Barra Velha formada pela água doce do rio Itapocú e pela água salgada do mar e á direita tem uma pequena faixa de areia e o mar.

Não fomos até a foz do rio Itapocú, pois a proposta era apenas atravessar a ponte pênsil e cronograma é cronograma.


A vista de cima da ponte é muito bonita, de um lado a foz do rio Itapocú de do outro a cidade de Barra Velha.

Mais fotos sobre a ponte.
Chega de fotos, temos que voltar. Geralmente nos meus roteiros prefiro voltar por um caminho diferente. A minha proposta era voltar para a BR-101, atravessar o rio Itapocú e pegar a primeira rua á direita, se não me engano é a estrada Morro Grande que sai na praia Salinas de Barra do Sul. Missão dada é missão cumprida (no nosso caso foi comprida também).
No início a estrada de chão não estava tão ruim, tinha muita pedra solta e aquelas "costelinhas" que impedem a gente de colocar mais velocidade. O cansaço começou a bater e comecei escutar o Cabelo reclamando.
A estrada começou a ficar com mais areia e cada vez mais fofa. O pneu dianteiro virava e era difícil manter o equilíbrio sobre a bike. O Cabelo gritava: "quem teve essa ideia maldita". Enquanto isso eu ria, mas sofria junto. Foi um trecho muito desgastante, pesado e longo. Não aconselho ninguém a passar por esse caminho que não esteja bem preparado fisicamente e psicologicamente. Quando vimos o asfalto a alegria voltou nos nossos rostos. Paramos em uma lanchonete e fizemos nosso lanche. Olhem só como o Cabelo está feliz pelo trajeto feito.

Ficamos ali pouco mais de 10 minutos e logo pegamos a estrada. Eu pretendia chegar em casa ao meio-dia mas sabia que era difícil. Acho que na casa do Cabelo o almoço vai atrasar. Passamos pela colônia de pescadores de Barra do Sul e logo depois já estávamos na SC-495 que liga Barra do Sul à BR-280.
Apesar de ser tudo asfaltado, o acostamento praticamente não existia e um leve vento contra impedia de passar dos 30 km/h. Acho que o Cabelo ainda queria fazer a volta pela estrada Rio do Morro, eu até perguntei mas ele disse que hoje não rssss.
Fui até a rua São Paulo e nos despedimos, ainda parei uma última vez em um posto de combustível para comprar um Gatorade porque minha água já tinha acabado. E depois de 6:29 hs cheguei em casa com 144,58 km rodados. Ae Deivi valeu pela companhia e pelo desafio, muito obrigado mesmo. Quem quiser ler mais sobre essa aventura acessem o Diário de Ciclista. Abraço.

sábado, 19 de janeiro de 2013

19/01/2013 - Corrida Treino 16K

Nessa semana aproveitei para passar na Fórmula Atlética e ver os detalhes e valores do bike fit, mas infelizmente vou ter que esperar mais um pouco pois queria fazer com a bike nova. Durante a minha visita conversamos sobre vários assuntos e o Luís e a Evana me convidaram para fazer uma aula experimental de corrida no sábado pela manhã. Aceitei o convite e no sábado caminhei aproximadamente 4 km até o ponto de encontro. Cheguei lá e logo chegou o Castilho, aluno da Fórmula Atlética, e o Luís já colocou a gente para começar o aquecimento.
Depois do aquecimento começamos o treino. O Luís fez um percurso para 16 km, eu nunca tinha corrido uma distância dessas, mas não fiquei assustado com o desafio. Eu e o Castilho fizemos parceria e corremos no mesmo ritmo. Ele tinha um monitor cardíaco com GPS, então era possível saber a distância percorrida e a evolução do nosso ritmo. O Luís nos acompanhava de carro dando apoio na hidratação e estava preparado com kit primeiros socorros caso houvesse necessidade. A maior dificuldade foi enfrentar as ruas esburacadas, as calçadas obstruídas e o trânsito da cidade. No quilômetro 12 o Castilho reduziu o ritmo e pediu para eu continuar e depois de 1:27:00 hs concluí o treino com quase 16 km. Por eu ter entrado em uma rua errada faltou uns 500 metros para fechar a distância, mesmo assim foi um treino válido.
Depois que chegamos fizemos mais alguns exercícios para alongar e uma deliciosa salada de frutas nos aguardava.
 Gostei das técnicas de aquecimento usadas e também da atenção durante o treino, faz toda a diferença. Por isso um atleta que quer melhorar o rendimento deve procurar uma equipe de profissionais para receber o treino e as instruções corretas. Luís e Evana, muito obrigado pelo convite e pela aula, acho que aproveitei bastante as dicas, sucesso para vocês. Muito obrigado ao Castilho pela companhia durante o treino. E quem tiver a oportunidade deve conhecer o trabalho de assessoria esportiva prestado pela Fórmula Atlética. Mais tarde coloco mais algumas fotos. Abraço.

domingo, 13 de janeiro de 2013

13/01/2013 - Mirante Serra Dona Francisca

O primeiro pedal do ano (pra mim) começou light. Até pegar o ritmo dos pedais de novo vai demorar um pouco. Pro asfalto a bike até que tá bem regulada, o problema é em subidas de estrada de chão. Recebi uma mensagem do Maneca no sábado para fazer esse pedal no domingo de manhã e eu topei. Combinamos de nos encontrar na praça próximo ao terminal norte ás 6:30 hs. Pra minha surpresa o Cassiba apareceu também, ele chegou atrasado mas isso não é surpresa pra a gente. Abaixo a foto com o Dr. João Colin.
Seguimos pela rua Dona Francisca e no Distrito Industrial pegamos a rua Hans Dieter Schmidt sentido BR-101, sempre no ritmo estilo cavalo doido claro.
Na BR-101 o pedal fluiu melhor, não é a toa que o Maneca chama de Playground. Em Pirabeiraba entramos na SC-301 e pedalamos rumo à serra Dona Francisca. Para não perder o costume e analisar o ritmo, zeramos os cronômetros ao passar pela ponte do início da serra, desse ponto até o mirante são 5,5 km mais ou menos. Eu e o Maneca já colocamos um ritmo mais forte visando fazer um bom tempo, enquanto isso eu ouvia o Cassiba aos gritos: "SEUS MALDITOS". A falta de prática me levou ao cansaço precoce e um pouco de perda no rendimento, o Maneca estava com mais gás e chegou um pouco na minha frente. Mesmo assim consegui subir em menos de 30 minutos, um bom tempo mas bem acima dos 00:27:30 hs que já consegui.


Alguns minutos depois já avistamos o Cassiba.
Descansamos um pouco e conversamos bastante, aproveitando o excelente clima, com o sol entre as nuvens e aquele ar serrano ficamos apreciando a paisagem.

Ficamos ali no banco conversando e avistamos mais dois ciclistas subindo a serra, cumprimentamos e um deles reconheceu o Maneca através do blog. Eu também os reconheci, pois são parentes do meu amigo Januário que antigamente costumava vir com eles nos pedais e era conhecido como "o cara". Atualmente vejo ele cuidando do seu filho e roçando a grama claro.
Eles nos convidaram para subir mais um pouco até a placa de "início da serra", mas o Cassiba estava com pressa e isso também não estava no cronograma. Sendo assim nosso destino era aproveitar a descida da serra e voltar pra casa. O grande fluxo de carros e caminhões atrapalhou de colocarmos mais velocidade na descida. Nessas horas a cautela e a segurança falam mais alto.
Eu já estava cansado, acompanhar esses caras no plano não é fácil. Voltamos pela BR-101 e nos despedimos no trevo do Distrito Industrial. Cheguei em casa após 3:42 hs de pedal e uma distância de pouco mais de 61 quilômetros.

E assim foi a primeira pedalada do ano, não foi uma graaannnde aventura, mas foi um passeio legal. Ainda deu tempo de chegar em casa e fritar um bife com cebola e legumes no disco. Abraço.