domingo, 11 de março de 2018

11/03/2018 - 25ª Meia Maratona de Joinville

Depois de 2 anos voltei a enfrentar a meia maratona de Joinville. Ano passado não pude participar, pois estava focado em outros objetivos. Mas não se animem amigos corredores, vocês dificilmente vão me ver nas pistas, só esporadicamente. Meu esporte mesmo é com bicicletas. As corridas uso como complemento dos treinos. Cheguei no Centreventos Cau Hansen com uma hora de antecedência. Esse ano a largada seria às 6:30hs, para evitar dos atletas ficarem muito tempo no sol. Logo o pessoal foi se aglomerando para a largada e eu também me posicionei bem na frente. Assim que dá a largada começa o empurra-empurra, eu já fui procurando o meu espaço e tentando encaixar o meu ritmo.

Foto: Focoradical

Nesses tipos de corridas longas o psicológico manda muito. Eu penso em cada trecho como se fosse uma pequena corrida. A primeira etapa era percorrer toda a avenida Procópio Gomes.

Foto: Focoradical

Consegui encaixar um pace forte, 4 minutos baixo, era o meu objetivo para toda a prova. Mas no dia anterior eu tinha feito uma pedalada de 120 km com alguns morrinhos, então no oitavo quilômetro comecei a sentir muitas dores e fui obrigado a reduzir o ritmo. Passei em frente ao Mercado Municipal novamente e fomos para o Boa Vista, entramos no pátio da Tupy, patrocinadora do evento, e voltei pela Helmuth Falgater. Ali precisei caminhar por alguns metros para comer alguma coisa e ingerir bastante líquidos.

Foto: Focoradical

Retomei minha corrida com um pace de 5 minutos alto, era o que eu conseguia manter para terminar a prova sem me quebrar. O abalo psicológico vem quando você precisa passar em frente á chegada e percorrer mais 3 km, nesse momento é preciso ser forte.

Foto: Focoradical

Percorri a avenida Beira Rio sentido norte até o final, fiz o retorno e agora sim era a reta de chegada rumo ao Centreventos Cau Hansen.

Foto: Focoradical

Nesse momento parece que as forças se renovam e eu começo a disputar posições, querendo fazer em 1 km o que não consegui fazer em 20 km kkkk. Mas atleta amador é assim mesmo, vou para participar e se rolar um pódio rolou.

Foto: Focoradical

Não foi dessa vez, eu sabia que iria ser difícil com tanta quilometragem nas pernas, mas fiz o meu melhor hoje. Fechei os 21k com 1:41:42 hs ficando em 27º lugar na minha categoria que tinha 80 inscritos. O negócio agora é focar no principal objetivo do ano que acontece dia 22/04. Os treinos continuam. Abraços.

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domingo, 4 de março de 2018

04/03/2018 - Copa Tupy de Amadores - Ciclismo para todos

Novamente fui participar da Copa Tupy de Amadores que acontece junto com o Circuito Boa Vista Tupy. Esse ano bateu recorde de inscritos, ultrapassando os 120 atletas de todas as categorias. Essa é uma prova curta, apenas uma volta no morro do Boa Vista, totalizando 11 km. Saí de casa cedo e já fui pedalando, aproveitando para rever o trajeto e fazer um aquecimento. Cheguei lá e encontrei os colegas de treino e os concorrentes. Depois de pegar o número e jogar um pouco de conversa fora, foi hora de aquecer e alinhar para a largada.

Foto: Cassiba

Foto: Cassiba

Esse ano eles separaram a largada por categoria.

Foto: Cassiba

Foto: Cassiba

Dada a largada, tentamos colocar em prática nossa estratégia de largar forte e tentar reduzir o pelotão principal. Mas esse negócio de separar as categorias na largada ferrou com nossos planos.

Foto: Cassiba

Tivemos que ultrapassar os atletas mais lentos e alguns conseguiram vir na roda, formando um pelotão grande e compacto. Tinha gente que não estava acostumada a pedalar em pelotão e alguns esbarrões e raspadas de pneus eram frequentes, tornando a corrida tensa. A média de velocidade era de 38 km/h. Como não deu para pôr em prática o Plano A, recorri ao Plano B. Ataquei na subida da rua Papa João XXIII com intenção de descer sozinho. Mas não tive perna para manter o ritmo e o pelotão veio atrás.


Me encaixei novamente no pelotão e me preparei para o sprint. O negócio estava nervoso, todo mundo querendo espaço, ombrada pra lá, empurrão pra cá.

Foto: Cassiba

Foto: Cassiba

Fiquei longe da muvuca e escutei o pessoal caindo um pouco atrás de mim. Os ponteiros aceleraram para o sprint e tentei ficar em uma roda. Consegui ultrapassar um atleta e fiquei sozinho com a cara no vento, fazendo força até a linha de chegada. Cheguei em 7º lugar no geral e 3º na categoria. Depois fui ver minha família que foram levar as crianças para brincarem na estrutura oferecida pela Associação Atlética Tupy.


Logo depois veio a entrega dos troféus. Pelo menos esse ano eles me chamaram, mas meus amigos não tiveram a mesma sorte. Por erros da cronometragem, muitos ficaram fora do pódio e a organização ficou de corrigir depois.


Muito obrigado a todos que seguem o blog e aos meus colegas e parceiros de treinos. Abraços.

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domingo, 25 de fevereiro de 2018

25/02/2018 - Desafio Subida ao Mirante

No ano passado não consegui participar dessa corrida clássica de Joinville, pois estava focado no Campeonato Metropolitano de MTB. Mas esse ano estou mais tranquilo em relação à provas, seja de corrida ou bicicleta. Na inscrição tinha uma opção para convidar um amigo e ganhar mais um desconto. Convidei algumas pessoas e a primeira que me respondeu foi o Flavio. Fiquei surpreso pois ele não morre de amores pelas corridas, mas pratica uns trotes de vez em quando e resolveu se desafiar. Pois bem, inscrições feitas e comecei a fazer alguns treinos, não muito focado, mas o suficiente para completar a prova bem. No dia da corrida estacionamos o carro próximo à portaria do mirante, a Josi já foi caminhando para o alto do mirante e nós fomos até a câmara de vereadores, lugar da largada. Lá reencontrei alguns amigos, conhecidos e as "caras" que a gente já conhece das corridas de rua. A nossa prova era a mais longa, de 8,6 km, onde 2/3 dela seria no plano e o último trecho a subida do Morro do Boa Vista até a chegada no mirante. Depois de aquecidos nos preparamos para a largada. A saída foi forte, os dois primeiros quilômetros pra mim são os mais sofridos, é o tempo que preciso para regular a respiração e sincronizar com as pernas.

Foto: Fabiano Wuthstrack

O Fabinho apareceu de bike e conseguiu fazer algumas fotos.

Foto: Fabiano Wuthstrack

Eu estava me sentindo bem, quando fiquei mais tranquilo, olhei no relógio e estava com um pace médio de 4:00 m/km, nada mal para um amador. Enquanto isso o Flavio ia fazendo a parte dele, com o melhor pace até então.

Foto: Fabiano Wuthstrack

Foto: Fabiano Wuthstrack

Vencida a parte plana da prova, foi hora de enfrentar a primeira subida dura na rua Otto Eduardo Lepper. Ali a rampa é bem íngreme e depois entramos dentro da mata nativa através de uma trilha. Na trilha foi um pouco complicado: muita gente devagar das categorias anteriores e caminhando atrapalhavam um pouco quem estava competindo, sem contar com os galhos no chão e árvores caídas que exigiam mais atenção e flexibilidade do corpo.

Foto: Focoradical
Foto: Focoradical
Foto: Focoradical

Mas com calma deu tudo certo e cheguei na rua Pastor Guilherme Rau, que é pavimentada. Nesse momento faltou forças para manter um ritmo bom, sentia as pernas pesadas. Fiquei pensando também em guardar energia para o final. Na última rampa acelerei ao máximo, mesmo sentindo bastante desconforto nas pernas e na respiração. Cheguei com o tempo líquido de 00:40:26 hs conquistando assim a 7ª colocação na categoria.

Foto: Josiane Prussek Brüning

A fotógrafa que mandei para o alto do morro não ajudou muito no quesito "fotos", mas só o fato dela topar subir o mirante e estar me fazendo companhia já valeu.




Depois de um bom descanso e hidratação, descemos o mirante para conferir o pódio.


Como não sobrou troféus para nós, voltamos para casa com mais uma experiência nas nossas carreiras de atletas amadores. Quero agradecer à minha esposa Josiane pela presença, ao Flavio por ter topado o desafio e ao Fabiano pelas fotos. Obrigado e até o próximo desafio.

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domingo, 4 de fevereiro de 2018

03/02/2018 - 1ª Etapa do Campeonato Catarinense de Corrida de Aventura

Durante algumas pedaladas pela região do Vila Nova, conhecemos o Cleomar que participa há alguns anos de corridas de aventura.

Corridas de aventura são desafios que consistem em: trekking, remar, demonstrar técnicas de rapel e pedalar. Tudo isso sem o uso de GPS e celular. O material usado para navegação é um mapa fornecido pela organização e bússola. A maior parte do tempo a gente passa no meio do mato mesmo, transpondo morros e rios.

No mês passado fui convidado pelo Everton para montarmos um quarteto de corridas de aventura. Eu resolvi aceitar o desafio sem mesmo saber o que realmente era isso. A nossa equipe denominada Malaguetas é formada pelo Cleomar, Everton, Cristina e eu. Nas semanas que antecediam a prova trocamos bastante mensagens e fizemos uma reunião para acertar alguns pontos. Assusta um pouco você vê o cronograma da organização marcando a largada para as 14hs de sábado e previsão de chegada das primeiras equipes às 4hs de domingo.


Depois de muitas noites sem dormir chegou o dia. Eu e o Cleomar chegamos na concentração às 9:00 hs e começamos a preparar as bikes para vistoria. Logo depois chegaram o Everton e a Cristina. A organização já começou a distribuir o material necessário para a nossa aventura. Todas as informações como PC´s, áreas de transição, rotas proibidas e etc são passadas pela organização e anotadas nos mapas pelos próprios participantes. Isso há apenas algumas horas antes da largada.


Almoçamos rápido e começamos os preparativos para ir até o local da largada. O sol estava forte, não se via nuvens no céu e descobrimos que na largada teríamos que levar além das mochilas, o colete salva vidas e as sapatilhas de bike.

Para a nossa sorte a esposa do Cleomar apareceu e nos deu uma carona até o Morro do Careca em Balneário Camboriú, local da largada.



É obrigatório o uso de capacete durante todo o percurso da prova, em qualquer modalidade.


Dada a largada todas as equipes saíram correndo morro abaixo em direção à praia.





Corremos pela areia fofa da praia desviando de turistas, banhistas e crianças. Não demorou muito para entrar areia e água salgada nos tênis.


Passamos pelos decks de madeira para ter acesso à outra praia e continuamos a corrida pela areia e água.


Os veranistas nos olhavam assustados, muitos queriam saber o que a gente estava fazendo, outros batiam palmas e gritavam palavras de apoio. Chegamos nos ducks (barcos para duas pessoas) depois de 4 km de corrida, empurramos eles para a água e remamos pelo mar até o canal do rio Camboriú.


Nesse momento adquiri os dois primeiros hematomas dessa prova. Não sei se o duck estava muito cheio ou se esse modelo era mais estreito, mas eu não cabia na embarcação e fiquei com duas manchas roxas nos quadris.


Nossa remada não rendeu muito, mas foi satisfatória. Chegando na marina era hora de um dos integrantes demonstrar técnicas de rapel. O Cleomar foi eleito para essa tarefa por livre e espontânea pressão rsss.


Para nós que ficamos nas embarcações era momento de hidratação e suplementação.


Feito isso tinha mais 8km de remo rio acima. Nesse momento a gente já estava bem cansado. Saímos do rio para pegar as bikes.


Mas a organização já havia nos informados da "pegadinha". Apenas duas das bikes da equipe estaria na área de transição, ou seja, seria um bike run.


Enquanto dois da equipe corriam, os outros dois pedalavam, mas nas descidas de morros a gente aproveitava para ganhar um pouco de tempo e recuperar algumas posições.







Depois de 9km de bike run, chegamos na outra área de transição. Deixamos as bike para pegá-las mais tarde. Para isso era necessário fazer um trekking até a mata de Itapema.


Começamos a subida ás 17:50 hs, ultrapassamos uma equipe nessa subidinha.
Amo muito tudo isso
Já dentro do mato começamos a procurar a trilha correta, entramos em vários caminhos mas que não batia com o mapa. Alguns caminhos tivemos que refazer mais de uma vez.


Nosso objetivo era achar um prisma e perfurar o nosso mapa como prova que passamos pelo local. Nos batemos um pouco, mas achamos. Depois disso conseguimos caminhar mais rápido nas trilhas.


A noite caiu, os pernilongos começaram a ficar com fome. Fui ligar a minha lanterna e a maldita não funcionou. Acho que molhou a bateria com água salgada e já era. E a lanterna reserva não coloquei na mochila. Andei alguns quilômetros com a ajuda da luz da lanterna da Cristina e do Everton.


Subimos um morro até 500 metros de altitude, na descida nos perdemos e traçamos um novo plano: chegar na estrada e retornar para achar o PC.


Encontramos uma equipe perdida, já tinham refeito um trajeto de subida umas três vezes. Conversamos e resolvemos decifrar o mapa juntos. Chegado no local onde eles estavam com dúvidas achamos a trilha certa e durante um longo caminho desbravamos a mata numa equipe de 8 pessoas.



Peguei uma lanterna emprestada do Everton, mas a bateria também não durou muito tempo.


Encontramos mais um prisma e mais uma perfuração para o nosso mapa. Agora seguimos o rio até uma fazenda.


Atravessando a fazenda a lua aparece para iluminar o nosso caminho.


Abrimos uma porteira e ouvimos um barulho no solo, como um pequeno tremor. - Não se preocupem, são vacas! - um deles falou. Na verdade eram búfalos, e estavam nos encarando. Acho que deveria ter uns 12 e quando passamos por eles, vieram correndo atrás de nós. Quando a gente apontava a lanterna na direção deles eles paravam, mas era só virar as costas que lá vinham eles novamente.


Escapamos dos búfalos e pequenas cobrinhas passeavam pela noite clara. Depois de 25km de trekking e caminhada, encontramos as outras duas bikes no PC em uma residência. Era 1:45hs da manhã e aproveitei para lavar as bolhas que estouraram em baixo dos pés para refrescar um pouco. Calcei novamente a meia molhada e o tênis sujo. Nessa hora eu não sentia mais dor, nem cansaço no corpo, eu só pensava em terminar a prova.


Partimos para mais 9km de bike run.


Esse era o clima ás 2:05 hs


Tentamos ganhar tempo como dava, mas não adiantou muito. Demoramos um pouco no remo e depois no trekking. Estávamos exaustos e optamos por pegar o corte no próximo PC. Ainda tinha muitas tarefas pela frente, mas conhecemos os nossos limites e optamos por terminar a prova mesmo sabendo que perderíamos pontos, mas era o mais sensato a se fazer no momento.



Depois que cada um ficou com a sua bike, o bagulho rendeu, vencemos os últimos 14km de bike e partimos para a chegada no Campus da Univali em Balneário Camboriú. Fiquei tão empolgado que não tirei mais fotos. Para fechar nossa aventura, começou a chover. Chegamos ás 3:50 hs, acabados, mas com a sensação de superação.


Essa é uma prova que exige muito preparo físico e mental. Não se apavorar com os erros e dificuldades também ajuda. Quero agradecer ao Cleomar, Everton e Cristina pelo convite, pela oportunidade e pela parceria nessa prova. Foi uma experiência incrível. Que venha a segunda etapa.