domingo, 25 de novembro de 2018

25/11/2018 - 12º Desafio Márcio May

Pelo sétimo ano consecutivo, participei desse desafio promovido pelo ciclista Márcio May. Pela primeira vez resolvi competir de speed, já que vendi a minha mountain bike. Na manhã de sábado eu, Flavio e Fabiano fomos para Rio do Sul. Como estávamos com tempo de sobra fizemos um tour pelas cidades de Timbó, Indaial, Rodeio e Ascurra. Paramos em um restaurante na BR-470 para o almoço, meio desconfiados, pois o preço do almoço livre dizia R$ 8,50. Arriscamos e ficamos impressionados com a limpeza do local, organização e comida muito saborosa com direito à dois pedaços de carne.


Continuamos nossa viagem e chegamos na casa da dona Tereza, mãe do Pelinha, onde todo ano ficamos hospedados. Como sempre fomos recebidos com muita alegria por ela e pelo Beto, irmão do Pelinha. Por motivos particulares o Pelinha não pode estar junto com a gente esse ano. Mas conversamos bastante por telefone.


O vento soprava forte na região e ás vezes dava uma pancada de chuva.


Já com o kit na mão, preparamos as bikes para o outro dia. Esse ano o número de participantes estava bem menor do que os outros anos.


Jantamos em um restaurante e voltamos para casa. A noite choveu mais um pouco e o descanso foi bom. Mas assim que amanheceu, o sol já dava sinal que o caldeirão iria ferver.

Foto: Flavio Ziehlsdorff
Fizemos uma café da manhã reforçado e vestimos nossos novos uniformes da loja do Fabiano, a ManaviBikes.


Pelo primeiro ano, a categoria de MTB enfrentaria estradas de chão, trilhas e lamas, ou seja, os pilotos teriam que mostrar as técnicas no verdadeiro estilo do mountain bike. O Flavio e o Fabiano foram nessa categoria. Como já falei antes, eu optei pelo asfalto.

Foto: divulgação Desafio Márcio May
O clima quente e abafado se concretizou. Dada a largada, seguimos no trecho neutralizado (aqui neutralizado é 45 km/h rsss) até o pé da serra, onde daí o bicho pegou. O pelotão principal dava umas esticadas e eu sofria para fechar o espaço. Quando começou a subida não teve jeito de acompanhar os caras. Eu fazia muita força na minha relação 39 x 28. Cheguei lá em cima, peguei uma garrafa de água e tomei um preparado durante a descida. No início é uma descida "sem graça" onde é preciso fazer força. Mas logo depois o bicho pega e a ladeira assusta com os cotovelos fechados. Lá em baixo um vento forte lateral incomodou um pouco, demorei para chegar na cidade de Presidente Nereu. Peguei um trecho de calçamento para o retorno e logo já estava voltando para subir a serra novamente. Enquanto isso eu revezava com outro ciclista e o vento continuava incomodando, ás vezes lateral, ás vezes contra. Mesmo assim a minha pedalada rendia. O atleta que estava revezando comigo ficou para trás e eu segui na passada forte. Mas no pé da serra a situação mudou. Comecei sentir fraqueza, as pernas tremiam e os braços pareciam que não tinham mais forças. Acho que foi o rebote do preparado que tomei antes. Tomei muito cedo, eu achava que o retorno era bem antes. Subi as paredes da serra fazendo muita força e com vontade de empurrar a bike. Foi quando decidi tomar mais um gel de carboidratos que as coisas melhoraram.

Foto: divulgação Desafio Márcio May
No topo da serra peguei mais água e a descida foi à 80 km/h. O vento continuava contra. Alcancei outros dois atletas e fomos revezando até entrar na avenida. Eu entrei na avenida puxando, mas já estava me preparando para o sprint. Quando fiz força vi que os outros dois não vieram e então preparei uma chegada cautelosa para não cair nesse finalzinho de prova. Dos vinte competidores na minha categoria, eu terminei em oitavo lugar. Depois fiquei esperando o Flavio que chegou com lama da cabeça aos pés e conquistou o terceiro lugar. Ficamos esperando o Fabiano. Já estávamos preocupados quando o Fabiano apareceu mais de uma hora depois. Ele chegou exausto, mas completou o desafio e ainda ficou em décimo lugar na categoria.

Foto: Fabiano Wuthstrack
Como sempre a premiação demorou um pouco. O difícil depois foi achar um lugar para almoçar. Tudo bem, estamos á passeio e pegamos a estrada novamente fazendo um tour pelas cidades da região, enquanto o Flavio admirava o seu lindo troféu conquistado.

Foto: Flavio Ziehlsdorff
Assim terminou mais um Desafio Márcio May. Quem sabe ano que vem estaremos de volta.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava:

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