domingo, 6 de julho de 2014

06/07/2014 - Corrida na Natureza

Após um longo tempo longe das corridas, resolvi voltar aos treinos essa semana incentivado pelos amigos de pedais e visando a Corrida na Natureza a qual conquistei a primeira colocação na categoria de 10 km no ano passado. Então meu objetivo era manter o "cinturão" esse ano hehe. O trajeto foi o mesmo do ano passado porém a largada foi no final da estrada Rio da Prata no Recanto Nascentes Divinas. Um lugar muito bonito, com rios, morros e muito verde. Peguei meu kit atleta e aos poucos fui encontrando alguns conhecidos em meio aos corredores. Encontrei o Dalton e a Priscila, ciclistas da região que também aderiram as corridas.




O pessoal começou a se preparar para a largada. Nesse momento bate uma ansiedade e um friozinho na barriga, normal.

Quem é aquele pescoçudo lá no meio?



Foi dada a largada (é preciso muita calma nessa hora), o trecho inicial era estreito, em declive e com muitas pedras soltas. Tentei impor meu ritmo desde o início deixando alguma reserva para a subida do trecho final. Durante a corrida encontrei meus companheiros de pedais: Cassiba, Pelinha e Flavio dando aquele incentivo: "corre seu cão sarnento". Consegui manter a velocidade e o fôlego na maioria do trajeto, com exceção dos metros finais, o que eu já esperava.

Foto: Divulgação Corville
Mas depois da subida vinha uma descida leve que me levou até a chegada. Cheguei com o tempo líquido de 46:34 minutos o que me rendeu a 20ª colocação no geral e 2º na categoria.

Chegada do Odenir



Assim que cheguei encontrei o Odenir que confessou que sempre dava uma espiada pra trás para ver se eu não estava muito perto. Claro que ele não ia deixar eu passar assim tão fácil rsss.
Descansei um pouco e comi uma fruta. Enquanto aguardava a premiação eu e minha esposa fomos conhecer de perto as belezas da região.









Hora do pódio.





Assim terminou mais uma edição da Corrida na Natureza. Os treinos continuam, devagar, mas continuam.


domingo, 29 de junho de 2014

29/06/2014 - 3ª Etapa Circuito Nada Igual de Mountain Bike

Há algumas semanas me inscrevi para participar desse desafio ainda novo para mim. Já participei de muitas provas de marathon, mas seria a primeira vez que eu encararia uma prova de cross country. O circuito foi desenhado no complexo da Expoville e não tive tempo de ir fazer nenhum pedal de reconhecimento. Sai do Vila Nova pedalando na chuva, mas logo a chuva parou e quando cheguei na Expoville o céu já estava mais claro.



Enquanto eu procurava o local para retirar o kit o pessoal da corrida já estava com os pés na lama.



Logo encontrei o Flavio e ficamos conversando sobre a prova e condições da pista.


O tempo começou a esquentar, a corrida terminou e antes da largada do mountain bike teve uma apresentação de free style.



Chega de ficar só olhando, vamos para o que interessa. Nessa hora chegou o Maneca, Pelinha e Cabelo para a torcida. Nos posicionamos para a largada que foi feita separada por categoria.





Eu estava calçando um tênis normal, pois a minha sapatilha nova veio sem algumas peças e na última hora tive que improvisar. Durante o trecho plano até dava pra acompanhar, mas quando entrei na trilha o bicho pegou. Aonde a bike não subia pedalando, tinha que empurrar e com esse tênis de corrida não dá. Patinei várias vezes tentando jogar a bike para cima do obstáculo.


Depois de sair da trilha tinha que enfrentar um morro de barro vermelho muito difícil para subir e mais ainda para descer. Parecia que eu caminhava sobre sabão. Passei por uma ponte feita com placa de compensado e tentei descer o morro montado na bike. A roda dianteira deu uma escorregada e não teve jeito, badalei. Cai um tombo e só não fui parar lá em baixo porque o mato me segurou. Logo veio mais um de rolo e outro escorregando ali outro caindo lá.





Quando pensei que o pior já tinha passado, era necessário passar por dentro de um riozinho e subir o gramado para completar a volta. Completei a primeira volta de 3,6 km e ainda faltavam mais quatro voltas. Pensei bem e abortei. Eu não estava preparado para isso. É um circuito muito técnico, diferente dos marathons que eu estava acostumado, mas totalmente possível de se completar. Eu desisti porque achei que não valeria a pena, só por isso. Se eu pudesse pelo menos caminhar empurrando a bike eu tinha continuado. Mas foi bom assim, reencontrei os amigos, descansei e fiquei torcendo pelo Flavio.


Logo apareceu o Cassiba com a Maria Julia para completar o time.


O Flavio estava muito cansado e com alguns problemas na bike, mesmo assim conseguiu completar a prova.




Parabéns ao Flavio e a todos que me apoiaram, mas infelizmente não foi dessa vez. Abraços.



sábado, 21 de junho de 2014

21/06/2014 - Rio dos Cedros - SC

Há meses venho planejando esse pedal para Rio dos Cedros, mas por vários motivos ele foi sendo adiado. Depois de adequar o trajeto para ser possível fazê-lo em um dia, era só esperar o tempo cooperar. Comecei a acompanhar a previsão do tempo dez dias atrás e tudo indicava que seria um dia muito frio mas sem chuva. Marquei a data e convidei alguns ciclistas para fazer companhia. Liguei para a minha tia Selma informando que eu estava levando uma tropa para almoçar lá. Mas como é de costume a maioria estava com a agenda lotada, menos o Maneca que nunca negou um convite meu pois ele adora os pedais e eu organizo rsssss.

Será que esse foi o motivo das desistências?

Passou um pouquinho das 5:00 hs da manhã quando encontrei o Maneca no posto do final da rua XV de Novembro no Vila Nova com a bike emprestada da Sra. Cabela. Realmente estava muito frio.


Encaramos a rodovia do arroz com muita névoa. O Maneca, muito patriota, levou até uma bandeira do Brasil presa na bike.


Passamos por Guaramirim e o centro de Jaraguá do Sul, chegamos num lugar desconhecido para nós mas as placas indicavam que estávamos no lugar certo. O dia amanhecia quando fizemos uma parada para o Maneca tirar a calça de lã que ele tinha colocado por baixo da roupa.







Seguimos num sobe e desce suave e encontramos quatro ciclistas que precisavam de cola para fazer remendos. Dei um tubo de cola para eles já que tínhamos bastante câmaras reservas e o Maneca ainda tinha cola sobrando. Conversamos um pouco e o "James Bond" perguntou para onde a gente iria. Falamos do nosso destino e o que ouvimos foi: "vocês conhecem a Estrada do Rio Manso? Aquilo é manso mesmo perto do que vocês vão enfrentar". Deu um nó na garganta.

Eu, James Bond e Maneca
Nos despedimos e isso se tornou assunto para os próximos quilômetros. Chegamos em mais um trevo.



Chegamos na comunidade de Garibaldi e já identificamos o início do circuito Vale dos Ventos.




O sol ainda estava tímido e a serração densa. Começamos a sentir a subidinha e paramos em uma casa para pedir um pouco de água.




A senhora da casa duvidou que chegássemos antes do meio-dia na barragem Rio Bonito. Mas ela não conhece a gente rsss. Logo começou a baixaria.


No primeiro alívio e sombra da subida fizemos uma parada para o lanche e para o Maneca fazer uma limonada com limões da região.






Fizemos algumas fotos na primeira passagem de água que tem sobre a estrada.





Não sei como descrever esse lugar, muito bonito é pouco.



Agora na segunda água sobre a estrada.




A neblina ficou para trás e agora o sol permanecia sobre nós. Só que começou um vento muito frio e ainda tinha subida. Chegamos na divisa dos municípios no ponto mais alto do nosso pedal 742 metros de altitude.




Agora a gente já estava em Rio dos Cedros, era só achar a casa da minha tia. Fazia tempo que eu não vinha pra cá e não lembrava muito bem da localização. E esse caminho é a primeira vez que faço. Seguimos em direção a barragem Rio Bonito.





Não encontrei a casa da minha tia e a ideia de irmos até a cachoeira Formosa foi abortada por votação: 2 X 0. Sem sinal de celular e sem telefone público o jeito foi pedir informação. Algumas palavras e um sobrenome são suficientes para se achar alguém aqui. Fomos informados que era necessário retornar por mais ou menos 5 km. Pelo menos era descida e barragem não falta nesse lugar.









Comecei a reconhecer essa região e enquanto tirava foto de uma placa, um senhor nos chamou e começou a fazer algumas perguntas mostrando interesse no que estávamos fazendo.


Conversa vai e conversa vem descobri que ele é irmão da tia Selma que mora logo abaixo. Enfim, chegamos na casa da tia Selma e do tio João já era 11:00 hs, eles são proprietários do Bar Trevo muito conhecido na região. Sobrou tempo para descansar um pouco, tomar um café quente e esperar o almoço.


Lá em cima batia um vento muito frio. Estávamos suados e o vento frio parecia que ia nos congelar. Já o tio e a tia acharam melhor ficar com uma camiseta de manga. Ficamos um pouco no sol e colocamos algumas peças de roupa para secar enquanto a gente conversava com a Aline filha da prima Preta. Depois de aquecidos fomos desbravar as belezas da região.









A tia chamou para o almoço e serviu o banquete: aipim, arroz, muita carne e salada. Claro que enchemos o prato e ainda repetimos, aqui não tem cerimônia, afinal o retorno seria mais longo. O Maneca descansou mais um pouquinho e logo nos despedimos.



Tia Selma, eu, tio João e Maneca no Bar Trevo
Iniciamos a descida em direção ao centro de Rio dos Cedros e o pipeiro (cunhado da tia que trabalha no caminhão pipa) tinha acabado de descer molhando a rua. A bike ficou toda suja de lama e as roupas também, faz parte desse esporte.






No centro de Rio dos Cedros registramos nossa passagem na igreja, no terminal rodoviário e na prefeitura.




Próximo destino era Pomerode onde fizemos mais uma parada antes de subir a serrinha.










Depois do lanche fomos enfrentar a última serrinha do dia, muito sofrido isso depois de tantos sobe e desce.


Fizemos a última parada para encher as garrafas de água na cachoeira da santa e partimos.


Atravessamos todo o trânsito de Jaraguá do Sul e ás vezes me dava câimbras fortes que era necessário parar por alguns segundos. Quando chegamos na BR-280 a noite caiu, me despedi do Maneca pois pra ele é mais perto seguir sentido BR-101 e eu voltei pela rodovia do arroz.


Precisei fazer mais uma paradinha no posto Brüderthal, apesar do almoço reforçado e do lance estava com prego de fome. Só foi comer um salgado e tomar um energético que minhas energias se renovaram.


Cheguei em casa ás 19:14 hs com quase 190 km contabilizados.


Assim foi mais um dia de conhecer lugares novos, pessoas novas, de sofrer um pouquinho e se divertir bastante. Quero agradecer a minha esposa, tia Selma, tio João, primos e ao Maneca pela companhia e paciência nesse pedal. Com certeza vamos fazer mais vezes isso. Abraços.