sábado, 20 de abril de 2013

20/04/2013 - Subida da Estrada do Rio Manso (Rio Manso ao Contrário)

Depois de 10 meses que fiz a descida da estrada do rio Manso com meus amigos Mário e Marcelo, o Cabelo resolveu convidar eu e o Maneca para fazer o percurso inverso. Fiquei com um pouco de receio em aceitar essa aventura, mas depois pensei melhor e acabei aceitando o passeio. Durante a semana preparei as coisas e também roupas para o frio da madrugada. Acordei ás 3:15 hs, não estava tão frio, preparei um lanche e ás 4:00 hs saí de casa. A neblina estava muito forte mas o céu estava estrelado, sinal de um dia quente. Ás 4:30 hs encontrei o Cabelo e o Maneca no posto do Vila Nova. Fizemos a foto oficial e partimos pela rodovia do arroz em direção ao bairro Duas Mamas em Schroeder.
Situações que temos que criar para fazer as fotos.
Saímos em meio àquela serração que atrapalhava um pouco a visibilidade e chegava a molhar a roupa.
Alguns quilômetros depois o primeiro grande desafio: subir a serrinha Canivete naquela escuridão. A serração deu uma trégua e começou a esfriar um pouco. Lá em cima, uma pausa para tomar uma água, um breve descanso e fotos.
Descemos a serrinha e chegamos em Schroeder, agora a serração ficou mais forte. O asfalto estava molhado e a temperatura mais agradável.


O dia começou a amanhecer e a alegria de fazer mais um passeio light estava estampado em nossos rostos.



Foto: Deivi Ivan Schiochet
Seguimos em direção a Santa Luzia e passamos pela ponte parcialmente interditada, a paisagem estava deslumbrante nessa região.


Agora já estava claro, ficamos esperando o nascer do sol que já iluminava o topo dos morros.

No começo da subida é possível notar finas cachoeiras em longas quedas, provavelmente um lugar de difícil acesso e que nos resta apreciar de longe.

No início a subida é mais leve e tem algumas descidas curtas. Começamos a passar pelas capelinhas das 14 estações e registramos algumas delas.

A gente estava pedalando a menos de 3 horas e o Maneca já estava sem água. Ele não quis abastecer na pedra furada então resolveu parar nesse pequeno riacho.

Queria fotografar essa pedra que passamos bem próximo e a minha câmera começou a apresentar alguns defeitos. Daqui em diante ela até funcionava, mas as fotos começaram a ficar sem qualidade. De vez em quando ela voltava a funcionar.
Agora o bicho pegou, subida forte, daquelas de patinar a roda traseira e exigir força na perna, empurrei alguns trechos. A vontade de chegar na capela da Nossa Senhora das Graças era grande, pois era a nossa parada para o primeiro lanche do dia.

Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
Apesar do sol, o caminho era cercado por árvores e um vento frio começou a me incomodar me obrigando a colocar o corta-vento.
Foto: Deivi Ivan Schiochet


O sobe e desce continuava e cada paisagem diferente era motivo para mais uma parada e fotos. Eu pensava que estava muito longe de casa, mas já chegamos em Joinville.



Passamos pela serraria abandonada.

E logo depois pela corredeira do rio.

As subidas continuaram forte e a presença das árvores foi diminuindo, logo ficou quente.
Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
A paisagem mudou, agora era possível ver as montanhas ao longe, grandes pastagens e a criação ficava assustada olhando três ciclistas perdidos por aquelas bandas.

Chegamos na bifurcação próximo ao Caulim, eu já estava cansado de tanto ficar subindo, mas meus amigos loucos gostaram do morrinho e ficavam brincando num sobe e desce que cansava mais ainda só de olhar.
Minha câmera voltou a dar problemas, tentei editar a imagem para ver se melhorava mas não adiantou muito.
Quase no final da estrada de chão, agora são subidas leves e algumas descidas.


Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
Chegamos em Campo Alegre e a foto em frente a prefeitura não poderia faltar. O clima estava bom e com um leve vento. Encontramos um senhor que fez questão de tirar fotos pra nós e nos deu a sugestão de conhecer três cachoeiras que ficam ali perto. Mas cronograma é cronograma, então é mais um motivo para voltar e conhecer essas cachoeiras em outra oportunidade.



Saímos de Campo Alegre e na SC-301 já sentimos um forte vento contra.
Com o vento, as subidas ficavam mais sofridas e para descer era preciso pedalar. Comecei a sentir um forte cansaço, até estranhei, acho que era fome.
Paramos no pórtico de Campo Alegre para nossa segunda parada. Fiz um lanche mais reforçado pois agora a próxima parada só em casa. Depois dessa parada comecei a me sentir um pouco melhor.


Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior

Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
Passamos em frente a entrada da estrada Rio do Júlio, até houve sugestões de voltar por ali, mas hoje não. Depois passamos em frente a entrada para o Castelo dos Bugres, um lugar que o Maneca falou que ia me levar para conhecer mas nunca levou rssss. Ele conhece tudo naquela região é só ver esses relados que ele mesmo fez em novembro de 2011: Morro Pelado 1 e Morro Pelado 2.

Passamos em frente ao Hotel Fazenda Dona Francisca, agora é só descida. Uma breve parada no mirante e bora pra casa.


Foto: Deivi Ivan Schiochet
A descida não rendeu muito, com o vento contra a velocidade não passou dos 65 km/h. Depois da descida, era difícil manter o ritmo. Na região próximo a entrada da estrada do Pico, uma chapa de aço cortou o pneu do Maneca, sendo necessário um pit stop fora da programação.
O Maneca fez a troca bem rápido e logo disparou, a vontade de chegar em casa era grande, já era 13:00 hs. Paramos na casa Krüger para fazer a foto da despedida, pois eu iria entrar em Pirabeiraba enquanto os dois retornariam pela BR-101.
E assim terminou mais uma aventura de muitas alegrias e cansaço. Mas a amizade e as lindas paisagens que a gente vê nesses passeios nos estimula a cada vez mais fazer passeios assim, conhecer lugares diferentes e de não desanimar de acordar ás 3:15 hs em uma madrugada fria, pedalar 140 km e chegar em casa ás 13:45 hs. Para muitos é sofrimento para nós é um prazer. Esse trajeto também gravei no GPS logo estarei postando o link aqui para quem quiser fazer o caminho sem se perder. Abraço e se quiserem saber mais sobre essa aventura, dá uma espiada no Natividade Aventuras Joinville e no Diário de Ciclista.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava:

6 comentários:

  1. Mais uma ótima aventura para nossos Curriculum! Pena que não quiseram voltar pelo Rio do Julio. Pior ainda foi não quererem conhecer a região do Morro do Pelado (próximo do Castelo dos Bugres), afinal estavam bem guiados, porque conheço tudo por ali mata a dentro... (conforme postagem 11/2011).
    Esse passeio ligth dá prá repetir pelo menos uma vez por mês! Abraço.

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    1. Beleza de aventura, só faltou voltar pelo Rio do Júlio, mas tem muitas subidas no início então fica pra próxima. Quanto ao Castelo dos Bugres e Morro Pelado eu confio mais no meu GPS shuashuashua, brincadeirinha. Será um prazer fazer essa trilha na mata com vocês. Quem sabe o Cassiba vá nessa. Abraço.

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  2. Show de pedal, nada melhor que um perfect day para resumir as belezas que tivemos.
    Esse pedal criamos mais idéias para pedais futuros. Agora é só aguardar e marcar.
    Seu GPS nos ajudou muito.. hehehe...
    Abs..

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    1. Ainda bem que pude orientá-los para o caminho certo, senão vocês poderiam ser perder em Schroeder rssss. Já o Maneca não precisa, ele sobe até o Morro Pelado sem essas frescuras, ele conhece tudo por lá shuashuashua. Até a próxima. Abraço.

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  3. Show de pedal, fazer a estrada Rio do Julio e Manso tá na minha lista :)

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    1. Opa, se precisar de companhia dá um toque. Valeu.

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