domingo, 13 de março de 2016

13/03/2016 - 23ª Meia Maratona de Joinville

Eu tinha duas opções para esse final de semana: a 23ª meia maratona de Joinville ou a 2ª etapa do circuito Soul de mountain bike. Como eu já havia feito uma prova sobre duas rodas na semana passada, resolvi testar meus pés na corrida. E a meia maratona de Joinville já é tradição entre os corredores. Mais um dia acordando cedo, minha esposa Josi também acordou ás 5:00 hs para me ajudar, fazer o apoio e também as fotos. Assim que estacionamos o carro no Centreventos Cau Hansen encontramos o Maneca. Fazia tempo que eu não conversava com esse nanico.



Ficamos por ali na pista, procurando mais amigos e fazendo um aquecimento bem mais ou menos.


O Jean chegou pedalando e quase passou pelo tapete vermelho. Esse já veio trajado e aquecido.





Faltavam alguns minutos para a largada quando subimos no tapete vermelho e aguardamos o sinal. 


Dessa vez fiquei bem pertinho da elite pois eu tinha a pretensão de fazer um tempo abaixo do tempo do ano passado. Bem, pelo menos é o que dizia meus treinos, não sabia o que as minhas pernas achavam disso.


Foi dada a largada e consegui largar bem. Aqui é bem melhor, pois a muvuca se dispersa rapidamente e não tem aqueles esbarrões e topadas que acontece mais no fundão.


Nos primeiros quilômetros consegui impor um ritmo de 4 minutos por quilômetro o que me deixou bastante contente. Fomos até o final da rua Procópio Gomes, depois passamos em frente a Arena Joinville, Mercado Municipal e fomos até a A.A. Tupy no Boa Vista para fazer o retorno. Eu estava marcando alguns "coelhos" mas aos poucos eles foram escapando e eu fiquei sem referências.


Depois do retorno senti minhas pernas pesadas e meu ritmo quebrou. Fui ultrapassado por vários atletas. Usei um suplemento de emergência e peguei água em um ponto de hidratação. Demorei para tomar essa decisão mas quando cheguei próximo da prefeitura consegui encaixar o ritmo novamente. Calculei a distância que faltava e o meu esforço para guardar um gás para o final. Mas que mentira, não tem como guardar nada numa situação dessas, nós amadores estamos sempre no limite.


Passei ao lado do pórtico de chegada, mas ainda era necessário fazer o retorno no início da avenida beira rio o que daria mais ou menos uns 5 km. Percebi que quem tinha forças estava usando agora, alguns corredores escaparam, outros consegui deixar para trás.


Nos últimos dois quilômetros corri sozinho, agora sim foi o restinho das forças para garantir um bom tempo e quem sabe uma boa colocação.


Cruzei a linha de chegada com 1:31:22 hs, cinco minutos mais rápido que no ano passado. Mesmo assim esse tempo me rendeu só o vigésimo lugar na categoria, sinal que tá todo mundo treinando.


Depois foi hora de descansar, tomar bastante isotônico e conversar com os amigos.

Marciano

Chegada do Cassiba


Chegada do Maneca

Tá voando esse nanico

Chegada do Jean com direito a pulo e soco no ar

Medalha top

Eu, Maneca, Cassiba e Deni



Minha esposa, patrocinadora e apoio


O Cabelo ficou escondido o tempo todo, só fomos descobrir depois que ele também estava lá e participou da prova de 10 km. Esse foi mais um dia de superação. Abraços e até a próxima.

Confira minha corrida no Strava:

domingo, 6 de março de 2016

06/03/2016 - 6º Desafio da Serra do Rio do Rastro

Mais uma vez fui para Lauro Müller para participar desse desafio que caiu no gosto dos ciclistas da região. Aliás veio gente de todo lugar, até de outros países. No sábado coloquei as coisas no carro e eu e a minha esposa pegamos a estrada rumo ao sul do estado.

Ponte Anita Garibaldi em Laguna

Ponte Anita Garibaldi em Laguna
Em pouco mais de 5 horas de viagem e quase 400 km chegamos em Lauro Müller. Pelas ruas o desfile de carros transportando bikes era intenso. Também pudera, foram mais de 1500 atletas inscritos para essa prova.

Camisa Mauro Ribeiro para o evento
Assim que pegamos o kit voltamos um pouco nosso caminho para ir até na casa do meu padrinho em São Ludgero onde passaríamos a noite.


Meu padrinho estava de aniversário mas me controlei para não comer muita carne, nem exagerar na cerveja rsss. Depois de uma noite boa de sono, acordamos ás 4:30 hs e ás 6:00 hs já estávamos em Lauro Müller para arrumar as coisas e se posicionar na largada.



A temperatura ambiente estava boa, na casa dos 25°C, mas já conheço essa serra e sei que lá em cima pode ter surpresas, então levei um casaco no bolso na camisa para me prevenir.




Vi a largada da categoria feminino e tandem, depois foi a largada da categoria mountain bike e ás 7:00 hs seria a largada da categoria estrada. Há dois anos participei dessa prova mas na época larguei com a MTB, estava bem nervoso sobre como seria subir com a SPD.



Depois da largada tentei achar uma brecha para impor meu ritmo e aquecer as pernas. Nesse início de prova há bastante "sobe e desce". O ritmo dessa categoria é bem intenso e já nos primeiros quilômetros perdi o pelotão de vista. Nos morrinhos intermediários já senti a falta de marchas o que me deixou preocupado para subir os últimos quilômetros. Mas fui levando assim, fazendo força, focando nos adversários á frente e tentando aumentar o meu ritmo pangaré.


Depois da "curva da santa" começa a escalada da parede. Esse trecho exige muita cautela pois tem muitos competidores na pista, inclusive carros da organização, reportagens e também muitos trechos molhados.


As marchas estavam muito pesadas e eu precisava fazer bastante força. Então eu pedalava um pouco em pé, mas pela primeira vez senti o pneu patinar, então eu evitava esse método e pedalava sentado para a bike ter mais tração.


Dessa vez eu me suplementei e peguei água em um ponto de hidratação. Me ajudou bastante. A gente sofre, se quebra, quebra a bicicleta mas aprende, dessa vez não teve contratempos, fiz as coisas certas na hora certa.

Ultrapassando por dentro da curva. Foto: Eduardo Schaucoski
Fiz algumas ultrapassagens por dentro das curvas mais fechadas. Era o lugar que os outros competidores evitavam por ser mais íngreme e geralmente estar molhada. Mas eu já estava fazendo força mesmo, então aproveitava esses lugares para fazer a ultrapassagem. Quando estava quase terminando a subida, senti o vento frio no rosto e sabia que eram os últimos metros. Joguei o volantão e parti para a vitória kkkkk. Claro minha vitória pessoal.



Depois de descansar um pouco fiquei fotografando a paisagem que hoje estava divina. Poucas nuvens e o sol iluminando a serra.



Infelizmente minha esposa e apoio ficaram em Lauro Müller por questões de logística, então eu tinha que trazer tudo o que precisava para um pós prova.


Começou a ficar frio e o velho aqui teve que pegar o casaquinho de emergência.


Fiquei muito feliz com o meu tempo de 1:25:45, foram 15 minutos mais rápido do que no ano retrasado quando competi de MTB.


Mas os adversários também estavam mais preparados e fiquei em 47º na minha categoria. Com a MTB eu tinha ficado em 15º.


Fiquei observando o pessoal e logo encontrei os amigos de Joinville que também toparam esse desafio. E mais feliz ainda em saber que o Marcelo conquistou 4º lugar na sua categoria no MTB.

Alexandre, Gilberto, Marcelo e eu
O tio do Alexandre estava com um ônibus para levar o pessoal para baixo de novo, mas as bikes tinham que ir soltas na carroceria de um caminhão. Eu e o Marcelo não gostamos muito da ideia e resolvemos descer pedalando.

Todos batendo o queixo, mas o tiozinho disse que estava bom
Fiz todo o trajeto novamente, agora serra abaixo. Na descida as mãos ficam fazendo força quase o tempo todo apertando os freios e é preciso ter cuidado com as rachaduras e pista molhada. A descida também é muito tensa e cansativa.

Camisa de uma atleta
Quero agradecer aos meus patrocinadores: Bitentec Usinagem Técnica e Apiários Sol do Oriente por me incentivarem e apoiarem nesse esporte. Agradeço também à minha esposa Josiane que além de patrocinadora também acorda cedo e vai nas competições me dar apoio e fotografar. Abraços e até a próxima.

Confira minha pedalada no Strava: