Um dos objetivos desse ano é completar a meia maratona de Joinville e para isso já comecei a treinar desde o início do ano, mas o tempo vai passando e é preciso exigir um pouco mais a cada treino. Para o treino de hoje convidei o Maneca e Cassiba para fazer um treino na Serra Dona Francisca. A proposta era bem simples: iniciar a corrida na tradicional ponte do início da serra, subir correndo 5,5 km e descer, só isso rssss. Acordei ás 5:30 hs da manhã e estava tomando o meu café quando recebo a mensagem "aborta" do Cassiba. Tá agora conta uma novidade. Já o Maneca estava agoniado me esperando. Passei na casa dele e partimos em meio a muita chuva no trajeto. Chegamos no ponto de partida, ainda estava um pouco escuro, o asfalto estava bem molhado mas não estava chovendo.
Zeramos os cronômetros e seguimos morro acima. Fui atrás do Maneca pensando que conseguiria passá-lo mais a frente.
O Maneca foi ditando o ritmo e o máximo que eu conseguia fazer era acompanhá-lo. Faltava fôlego nos trechos mais íngremes que a gente nem percebe muito quando está de bicicleta.
A menos de 500 metros do mirante o Maneca resolveu dar uma puxadinha e eu acabei ficando para trás, minhas panturrilhas começaram a doer um pouco.
Cheguei no mirante com 35:21 minutos enquanto o Maneca já estava escorado na parede de pedras.
Ficamos ali por alguns minutos para recompor o fôlego e tomar água.
Depois de recuperados iniciamos nossa descida, já estava ficando um pouco frio. A princípio parece ser fácil porém exige mais dos joelhos e da sincronia da passada. Resumindo acho que a subida é de mais força e a descida de mais técnica.
Saí um pouco na frente e o nanico vinha no embalo.
Ao passar pela cachoeira ele me ultrapassou.
Pouco mais abaixo, onde as árvores cobrem parte da estrada, começou um intenso movimento de carros. Como não há acostamento nesse trecho os carros passavam muito perto de nós e cheguei a escorregar na pista que estava com limo e por pouco não caí.
Depois de 23:14 minutos cheguei novamente na ponte, com as pernas bem doloridas.
Ficamos sentados no carro um pouco tomando um isotônico enquanto os músculos da perna pareciam se contrair. Depois fomos tirar algumas fotos no rio que passa por ali.
Mandamos mensagem para o Fabiano, como ele não respondeu fomos até a casa dele ver se tinha um cafezinho para nós. Chegamos lá e a Mara logo colocou o café na mesa. Somos muito folgados mesmo.
Depois fui levar o Maneca para casa e fiquei mais um tempo lá conversando e traçando planos para os futuros objetivos.
Não teve carnaval para nós nesse domingo, mesmo assim foi um final de semana bem agitado. Muito obrigado Maneca pela companhia e parceria. Eu sabia que você ia adorar esse treino. Abraços.
Confira minha corrida no Garmin:
Confira minha corrida no Strava:
domingo, 15 de fevereiro de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
14/02/2015 - Fui ali no Paraná e já voltei
Esse final de semana está sendo de muita chuva na região. Eu precisava fazer um treininho para não ficar muito tempo parado. Saí de casa já passava das 8:00 hs com destino à Garuva - SC. Chovia muito e tinha a presença de um leve vento á favor.
Segui pela BR-101 sempre dando aquela forçadinha e cheguei no trevo de Garuva com média de 31 km/h e tinha muito congestionamento para atravessar a cidade com destino às praias. Como foi um pedal rápido resolvi dar mais uma esticada até o marco de pedra que divide os estados de Santa Catarina e Paraná.
Cheguei no local mas ainda não estava contente com o meu pedal. Então segui pedalando em terras paranaenses e peguei uma estrada de chão á direita da rodovia, pedalei por uns dois quilômetros e cheguei na comunidade centenária do Saí-Guaçu.
A chuva atrapalhava um pouco a qualidade das fotos deixando a lente sempre com muita água. Aqui o rio divide os estados novamente, ao atravessar a ponte pisamos em terras catarinenses onde se encontra a comunidade do Saí-Guaçu.
Ela já foi me contando sobre o início da comunidade, fundada por portugueses que vieram fugidos da guerra e desembarcaram no Rio Palmital.
Cheguei na Estrada do Palmital e fiquei surpreso ao ver a antiga estradinha de chão asfaltada. São as obras do contorno viário de Garuva.
Entrei numa estrada entre as arrozeiras e segui sentido Rio Bonito.
Segui pela BR-101 sempre dando aquela forçadinha e cheguei no trevo de Garuva com média de 31 km/h e tinha muito congestionamento para atravessar a cidade com destino às praias. Como foi um pedal rápido resolvi dar mais uma esticada até o marco de pedra que divide os estados de Santa Catarina e Paraná.
Cheguei no local mas ainda não estava contente com o meu pedal. Então segui pedalando em terras paranaenses e peguei uma estrada de chão á direita da rodovia, pedalei por uns dois quilômetros e cheguei na comunidade centenária do Saí-Guaçu.
| Divisa dos estados: Paraná e Santa Catarina |
A chuva atrapalhava um pouco a qualidade das fotos deixando a lente sempre com muita água. Aqui o rio divide os estados novamente, ao atravessar a ponte pisamos em terras catarinenses onde se encontra a comunidade do Saí-Guaçu.
Em meio a butucas, pernilongos e muita chuva encontrei a dona Isabel, sobrinha da fundadora dessa comunidade, com enxada na mão e cuidando das plantas.
Ela já foi me contando sobre o início da comunidade, fundada por portugueses que vieram fugidos da guerra e desembarcaram no Rio Palmital.
| Igreja católica do Sagrado Coração de Jesus |
| Salão de eventos e festas |
| Cemitério |
| Nas: 08/03/1898, fal 25/05/1989 - Maria José de Moura - fundadora dessa comunidade. |
Me despedi da dona Isabel que me convidou para fazer outros pedais pelas estradas da região. Não pedi para tirar uma foto com ela, achei que seria muito abuso de minha parte mas acho que ela teria aceitado. Antes passei pelo porto da comunidade ao lado da ponte coberta.
Peguei o asfalto novamente e agora senti o ventinho contra. Gostei da ideia de pedalar na estrada de chão e já que ela falou em Rio Palmital porque não dar uma passadinha por lá? Entrei na SC-416, que dá acesso ao porto de Itapoá.
Saí do asfalto e fui até a comunidade do Sol Nascente.
Segui pela estrada de chão sempre tentando dar uma forçadinha para me acostumar com a velocidade em terrenos acidentados, mas estava difícil. Fiz uma paradinha para pegar algumas goiabas.
O pedal continuou bem molhado. Enquanto eu estava em movimento não sentia frio, mas era só dar uma paradinha que meu corpo já gelava. Eu já estava todo ensopado e com areia até no pensamento. Pedalei mais alguns quilômetros para chegar na comunidade do Baraharas.
Continuei sentido Palmital num sobe e desce bem cansativo, a chuva continuava e eu precisava fazer mais uma paradinha.
Cheguei na Estrada do Palmital e fiquei surpreso ao ver a antiga estradinha de chão asfaltada. São as obras do contorno viário de Garuva.
Segui um bom trecho pelo asfalto, mas para chegar na lanchonete que eu queria parar era preciso pegar a estrada antiga, foi o que fiz. Cheguei na lanchonete e comprei salgados e água e fiquei consumindo as margens do Rio Palmital.
Essa paradinha me deu mais forças para continuar e também eu não podia ficar muito tempo parado pois já estava esfriando. Segui pela estradinha de chão e cheguei novamente no asfalto. Aqui as máquinas ainda estão trabalhando e o jeito é enfrentar a estrada de chão.
| Fábrica de tratores LS Mtron |
Entrei numa estrada entre as arrozeiras e segui sentido Rio Bonito.
No caminho uma propriedade antiga me chamou a atenção.
| Acho que vou ficar por aqui mesmo. |
Fiquei sem água novamente, apesar de tanta chuva, agora eu só pensava em chegar em casa, mas ainda tinha muito chão para rodar.
| Ponte sobre o rio Três Barras |
Agora a chuva engrossou e o ventinho contra continuava. Cadê o asfalto? Já cansei de estrada de chão rssss.
Cheguei no Rio Bonito na Estrada do Palmeiras onde o asfalto já chegou.
Fiz minha última parada no Posto Rudnick ás 13:00 hs. Me lavei um pouco e tomei o restante da suplementação. Eu já estava bem casado.
Saí do posto ás 13:20 hs com as energias renovadas, que bom pois agora nos últimos quilômetros a chuva pegou para valer com pingos que chegavam a arder o lombo. Que delícia.
Cheguei em casa ás 13:50 hs com 123 km rodados e uma boa aventura para contar. Não foi um pedal de muita curtição, pelo contrário, resolvi sair da zona de conforto e ir por caminhos mais difíceis para enfrentar todos os problemas que surgem nesses momentos. Pena que não furou nenhum pneu, kkkkk, brincadeira. Para quem já enfrentou um audax 1000K o pedal que fiz hoje foi passeio no bosque.
Abraços e até a próxima.
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