sábado, 8 de setembro de 2012

08/09/2012 - 1° Treino Represa Vossoroca - Tijucas do Sul - PR

Esse pedal foi um pouco diferente dos outros. O objetivo de fazer essa pedalada não foi pelas belezas naturais e pelo fato de ir à algum lugar diferente. Esse trajeto foi sugerido pelo mecânico onde eu levo a bike, ele corria na Volta de Santa Catarina e foi campeão algumas vezes na categoria Master A. Falei pra ele que estava afim de participar do Desafio Márcio May que será em novembro na cidade de Rio do Sul - SC. Segundo ele esse trajeto dá uma ótima resistência e uma prévia de como será a competição de 60 km com subida de serra. Montei um cronograma de fazer os 60 km até a Represa Vossoroca em três horas. Esse seria o treino, ritmo forte, sem paradas, já o retorno seria mais tranquilo, com bastante paradas e fotos. Sai da BR-101 no km 29, em frente ao Posto Bavária ás 6:30 hs. Abaixo já estou num dos quiosques do posto aguardando o horário de saída.
Pontualmente ás 6:30 hs dei início ao meu treino saindo do km 29.

Saí pedalando num ritmo forte em direção a Garuva - SC. Não tinha vento e havia pouco movimento na BR-101, como eu já esperava. Cheguei em Garuva com uma média de 31,1 km/h, logo em seguida comecei  a sentir a subida. Fiz os cálculos para fazer os 60 km através das placas de indicação nas margens da BR, portanto eu iria rodar 29 km na BR-101 em Santa Catarina e rodar mais 31 na BR-376 no Paraná. Na divisa dos estados avistei a placa 0 km da BR-101 e logo em seguida a placa 682 km da BR-376, isso significa que eu deveria pedalar até o 651 km para concluir o meu objetivo. Pretendia não fazer paradas, mas já na subida da serra percebi a roda traseira rebolando no acostamento. Olhei para baixo e vi o pneu traseiro vazio. Tive que parar e verificar melhor, o pneu estava furado. Por um lado azar e por outro sorte, o pneu furou próximo a uma cachoeira ao lado do acostamento.

Foi no quilômetro 668 da BR-376. De onde eu estava era possível avistar também algumas montanhas.
Não levei a mochila de hidratação, só uma caramanhola com Gatorade, era para durar todo o treino mas nessa parada já tinha bebido tudo. Então de onde vocês acham que eu peguei água? Isso mesmo da cachoeira. Essa parada foi muito longa, acho que fiquei ali mais de meia hora, consertei o furo e segui para o meu destino. Logo depois tive que fazer mais uma parada, agora para me alimentar um pouco, com 53 km, não aguentava mais, o sol estava forte sobre minha cabeça e comecei a perder forças. Talvez eu tenha me alimentado mal na sexta-feira e no sábado antes de sair de casa ou forcei demais no trajeto plano, o fato é que minha pedalada não rendia mais como antes. Essa serra é pior que subir a serra Dona Francisca, é menos íngreme e mais longa. Parei por uns 10 minutos e depois continuei um pouco mais renovado. Cheguei no meu destino, km 651 e mais abaixo já avistava o segundo braço da Represa Vossoroca.
Foram 3 horas e 10 minutos pedalando e 4 horas e 4 minutos no total. No ciclocomputador marcava 61,11 km com média de 19,3 km/h.

Aproveitei para tirar mais umas fotos da represa.
Um lugar muito bonito onde tinham várias famílias fazendo festa nas margens e pescando.
Depois fui até o posto da polícia ambiental. Fui atendido por um policial muito gentil que me deu água geladinha.
Comecei o retorno, agora a única meta é chegar em casa, parei em baixo de uns pés de Pinus e comi duas fatias de pão com melado.
Feito o lanche peguei a estrada de novo, com muitos sobe e desce nesse início.
Durante a descida é possível avistar várias montanhas no lado leste.
Divisa dos município, uma foto para registrar essa passagem.
Depois de muita subida, pneu furado e fome, até que enfim uma notícia boa. Descida da serra.
Alguns minutos antes, quando eu tinha passado por esse trecho, estava tudo tranquilo, mas no retorno já tinha um acidente com uma carreta.
Acho que ele não leu a placa.
Ou melhor, chegou perto demais para ler.
Mais uma linda vista durante a descida.
Cheguei na Autopista Litoral Sul, já em Garuva, peguei mais água, mas estava com fome e meus suprimentos já tinham se esgotado.
O trajeto que antes fazia com velocidade de 30 km/h agora não passava dos 20 km/h apesar de ter um leve vento á favor. Estava muito cansado e com fome. Fiz mais algumas paradas em baixo de árvores e continuava. Próximo da empresa Marcegaglia avistei uma goiabeira com bastante frutos. Não pensei duas vezes, subi no pé e colhi algumas goiabas.
Ainda continuava pedalando devagar. Estava muito cansado e faltava força para render a pedalada. Divisa dos municípios, cheguei na terra querida.
Na localidade do Rio Bonito sai da BR-101 e vim pelo bairro, acho que foi um trajeto melhor do que continuar pela BR-101. Parei no Posto Rudnick e completei a caramanhola de água gelada. Agora é caminho da roça. Próximo ao Empório fiz mais uma parada, o sol estava muito forte. E até que enfim cheguei em casa ás 14:30 hs com 134,63 km mais os 11,20 km pedalados no início, de casa até o Posto Bavária, total de 145,83 km.
Essa aventura serviu como um aprendizado para as próximas. Pois foi a pedalada que mais passei dificuldades e a mais cansativa. Para os próximos treinos devo me alimentar melhor no dia anterior e no dia do treino antes de sair de casa, devo levar mais água e mais comida. Apesar de tudo isso, o objetivo foi alcançado e já estou pronto para a próxima. Na próxima semana será postada outra grande aventura. Até lá.

domingo, 26 de agosto de 2012

26/08/2012 - Corrida e Caminhada Contra o Tabagismo

Esse é mais um final de semana que passei em Itapoá. Como a família já ia estar lá mesmo, resolvi me inscrever na corrida e caminhada contra o tabagismo que a Corville promoveu em Itapoá. Saí de Joinville no sábado ás 19:00 hs, não foi possível sair antes pois um professor da faculdade resolveu dar aula no sábado a tarde, então fui depois da aula. Fui de carro e logo cheguei em Itapoá depois de ter pego muita chuva e vento no caminho. Isso não era um bom sinal para a corrida de domingo. Acordei no domingo e fui de carro até no local da concentração. O dia estava frio e chuvoso. Peguei meu número e vi que era 13, quem sabe hoje é dia de sorte, peguei minha camiseta e comecei a me aquecer.
Fiquei surpreso com a quantidade de atletas que compareceram nesse evento.
Resolvi correr com o manguito que uso quando ando de bike, foi uma boa decisão pois durante a corrida, mesmo com o manguito, senti muito frio nos braços.
O pessoal se posicionou para a largada, como sempre tinham uns atletas impacientes.
Foi dada a largada, todas as categorias largaram juntas.
O percurso estava muito bem sinalizado e a estrutura do evento muito boa, com direito a viatura da polícia á frente do pelotão e ambulância dos bombeiros.
A surpresa maior ficou por conta dos primeiros 2 km de prova, onde saímos do calçamento e seguimos em direção à praia na terceira pedra, depois para chegar até na segunda pedra era preciso atravessar um pequeno rio que saía no mar, como a maré estava muito alta, o volume de água desse rio aumentou e tivemos que atravessá-lo com água até na canela. Parecia mais um percurso de trekking, só faltava ter que subir as pedras. Continuamos correndo sobre a areia fofa e tive que exigir mais das pernas para acompanhar o pelotão. Cheguei na primeira pedra e logo depois no asfalto. Tirando esses 2 km iniciais completei os 10 km muito bem.
Foi o meu melhor tempo em corridas de 10 km com 0:44:39, esse tempo rendeu o 13º lugar no geral masculino. Viram que legal número 13 na 13ª colocação. Ao completar a prova peguei minha medalha de participação.
Na categoria geral masculina premiaram os cinco primeiros colocados e depois veio a premiação para as categorias. Haviam 6 atletas na minha categoria (30-34) e fiquei muito feliz quando anunciaram no microfone o meu nome em 2º lugar.
Corridas são provas bacanas de participar, pois em todas o atleta sai com uma camiseta e medalha de participação, não que isso seja o objetivo, mas é um incentivo para quem não tem chance de chegar nas primeiras colocações. Depois o atleta continua o treinamento e chega na premiação da categoria e quem sabe um dia leva um troféu de classificação geral.
Acho que vou ter que fazer o "cantinho do atleta" lá em casa para guardar e organizar as medalhas e troféus.
Para quem não conhece Itapoá, vale a pena passar um final de semana lá, comer frutos do mar, fazer uma caminhada ou até uma pescaria sobre as pedras. Abaixo segue o percurso dos 10 km em vermelho.
Falando em pescaria, depois dessa corrida almocei e levei meus afilhados para pescar perto de casa. Assim foi mais um final de semana que consegui fazer muitas coisas em apenas dois dias, ajudei nas tarefas da casa,  fui para a faculdade, ajudei na casa da praia, participei de uma corrida, pesquei e para terminar, lavei o carro. Abraço a todos os leitores que curtem esse blog.

sábado, 18 de agosto de 2012

18/08/2012 - Cachoeira Casarão e Saí-Mirim

Esse é mais um final de semana que fui para Itapoá dar uma força para terminarmos a casa da praia até a temporada. Dessa vez resolvi ir de bike e fazer um percurso diferente. Uma vez meu pai falou que tem uma estrada na Vila da Glória que sai na localidade do Saí-Mirim, acho que pertence ao município de Garuva. No sábado acordei ás 5:30 hs para sair de casa ás 6:00 hs, já deixei tudo pronto, inclusive na sexta-feira quando fui fazer um check-up na bike vi que o pneu estava furado. Acabei saindo de casa ás 6:05 hs e entrei na avenida Santos Dumont sentido aeroporto. Tinha um vento contra muito forte e alguns pingos de chuva, era difícil manter os 20 km/h e eu estava meio preocupado pois eu queria pegar a balsa das 6:30 hs. Quando estava chegando na Vigorelli vi a balsa saindo. Perdi a balsa e fiquei esperando sob o telhado de uma lanchonete que tem ao lado da bilheteria. O vento estava muito forte, estava frio e caia uns pingos d'água de vez em quando.
O céu estava meio estranho, muitas nuvens, algumas cinzas outras brancas e ás vezes era possível ver o céu.
Eu estava justamente pensando nisso quando de repente uma rajada de vento empurra a cortina plástica da lanchonete e derruba o banco que a segurava. O sarrafo da parte de baixo do plástico quase me acertou.
Ás 7:10 hs chegou a balsa e ela só saiu ás 7:30 hs, esses cinco minutos que me atrasei para sair de casa me custaram uma hora de espera. Tudo bem hoje não é dia de bater cartão. Durante a travessia alguns já faziam festa.
Cheguei no Gibraltar e dei de cara com o asfalto novinho ainda molhado. Estão trabalhando há tempo nessa rodovia, mas falta muito para terminar. Fui pedalando sentido Vila da Glória.
Cheguei em Estaleiro e tirei a capa corta-vento. O vento estava diminuindo e parecia que o tempo ia melhorar.
Chegando na Vila da Glória percebi a maré muito baixa e mais longe o porto de São Francisco do Sul.
Na Vila da Glória fui até o trapiche, tirei uma foto lá e fui pedir informação para saber onde ficava a estrada do Saí.
Pedi informação para um morador local para saber como chegar no Saí-Mirim e fui informado que eu tinha passado da entrada uns 300 metros e que o Saí-Mirim ficava depois da serrinha. Como assim serrinha? Fiquei pensando. Voltei e agora sim vi a placa.
Fui pedalando por essa estrada que no começo tem bastante casas. Logo estava vendo só a estrada e mato. O barulho de água correndo paralela à estrada também é constante.
Continuei pedalando e comecei a sentir a serrinha. É uma subida não muito íngreme mas que tem 4 km.
Depois de toda essa subida veio a descida, muito perigosa e com areia solta, algumas curvas fechadas e se sair da estrada a queda é longa. Mais um rio com águas transparentes.
Pedalei mais uns quilômetros e avistei a estrada que leva para a Cachoeira Casarão. Como é propriedade particular o proprietário cobra uma taxa de R$ 5,00 por pessoa.
Fui até o final da estrada onde vi uma casa grande construída sobre pedras, a fumaça saía da chaminé pois já tinha panelas sobre o fogão a lenha. Fui atendido por um casal de idosos muito gentis e que gostam de conversar.
Peguei a trilha em direção a cachoeira, agora o caminho é a pé, não pode subir com a bicicleta e neim dava mesmo. Deixei a bike no casarão e subi a trilha.
O lugar é muito bonito, a trilha é limpa e é possível ver o rio correndo mais abaixo. Subi uma escadaria e depois mais trilha.
O barulho de água começou a ficar mais forte e depois de cinco minutos de caminhada cheguei num dos lugares mais bonito que já vi.
A água era cristalina e formava dois poços entre as pedras. Excelente para um banho, se o clima e a água estivessem mais quentes.
Subi mais algumas pedras e cheguei no poço de cima onde a vista é fantástica. Muitas pessoas já viram isso em filmes.
Queria registrar uma foto com a cachoeira ao fundo, mas não achava um ângulo bom e sozinho preparar a câmera e sair correndo sobre as pedras com sapatilha é meio arriscado.
Lugar bom para um banho.

Saí da Cachoeira Casarão muito contente, pois só isso já valeu o passeio. Mas meu objetivo era chegar no Saí-Mirim de depois Itapoá.
O tempo ainda não tinha se firmado. O vento voltou mas não tinha jeito de chuva, já era 9:40 hs.
Mais quarenta minutos pedalando e cheguei no Saí-Mirim, a placa já indicava o rumo que eu tinha que tomar mas antes eu queria ir até a igreja para um registro rápido.
Foi nessa região que meu pai começou a criar abelhas e extrair mel em maior quantidade, foi quando o hobby passou a ser profissão. Lembro quando era criança e a gente passava ao lado dessa igreja para ir nos apiários. Hoje ele não tem mais abelhas aqui, apenas alguns amigos e lembranças, e em Joinville conhecem ele pelo mel dos Apiários Sol do Oriente.
Do campo de futebol em frente a igreja é possível ver a rodovia SC-415, que dá acesso ao porto de Itapoá.
Agora o caminho é pegar a SC-415 e chegar na casa em Itapoá.
O vento forte continuava, mas o céu estava azul e o sol brilhando.
Para fazer um caminho um pouco diferente fui até a areia e resolvi ir até em casa pedalando pela praia mesmo. Foi a primeira vez que fiz isso e é muito gostoso pedalar vendo o mar.
Assim foi o meu sábado, sobre duas rodas, conhecendo lugares novos e pessoas novas. Um dia que quando acordei vi o céu nublado e algumas gotas de chuva, mesmo assim tomei a atitude de sair de casa nessas condições e fazer o que eu tinha planejado. Não me arrependi. Cheguei na casa da praia ás 10:50 hs com 57 km rodados. Abaixo segue o vídeo dos últimos 3 minutos de pedal onde aparece também eu me embabacando com a areia fofa e a sapatilha.