domingo, 5 de abril de 2015

04/04/2015 - Pedal da Lua Cheia - Estrada Rio do Júlio

Há muito tempo vinhamos comentando sobre o tal pedal noturno. Então há um mês marquei a data e teria que ser em uma noite de lua cheia e o destino Estrada Rio do Júlio que liga os municípios de Joinville e Schroeder. Confirmaram presença para essa diversão: Eu, Maneca, Cabelo e Jean. A hora marcada para a nossa saída era 22:00 horas de sábado. Poucas horas antes da nossa saída o Jean manda mensagem abortando por problemas mecânicos na sua bike. Saí de casa ás 21:20 hs em direção a BR-101. A lua aparecia ás vezes, distante e tímida.


Chegando no trevo do distrito industrial já encontrei meus amigos companheiros de pedal Maneca e Cabelo.


Como o ponto de encontro oficial era na placa da rodovia Dona Francisca, resolvemos parar e fazer a foto oficial da saída.


Seguimos rumo à serra num ritmo mais moderado do que estamos acostumados a fazer nos treinos de quarta. Afinal esse era só o início de uma grande pedalada.




O clima era quente. E mesmo não forçando a subida, o suor já ia molhando a roupa.



Conforme cronograma, nossa primeira parada foi no mirante da serra. Ali paramos só para descansar, tirar fotos e pegar alguma água se necessário. Alguns já aproveitaram e tiraram pão e bolacha do bolso. Pode guardar tudo rapidinho, põe a bunda no selim e pedala.







Na retomada aos pedais esfriou um pouquinho, mas logo o corpo aquece e a sensação térmica volta a subir.



Do hotel fazenda em diante, poucos carros passaram por nós e não demorou muito para chegarmos na Estrada Rio do Júlio.




Saímos do asfalto e agora tínhamos um bom trecho de estrada de chão pela frente. Há iluminação pública somente nos primeiros postes da estrada e logo entramos no breu. Contamos apenas com a iluminação das nossas lanternas já que a lua se escondia nesse momento.



Minha bike dava uns estalos estranhos e ás vezes pulava marcha. Dei uma olhada com a lanterna mas não achei o problema. Seguimos viagem e num morrinho a corrente arrebentou.



Que legal, era 1:30 hs da madruga, estávamos no meio do mato e sem sinal de celular. Providenciei um conserto rápido pensando que resolveria o problema. Continuamos o pedal e no próximo morrinho a corrente arrebentou novamente. Para ajudar o câmbio dianteiro deslocou. Agora parei com calma, peguei a chave de corrente do Maneca e fiz o conserto certo e definitivo, coloquei o câmbio no lugar e seguimos para o nosso destino.




Passando pela tradicional igreja no alto do morro fomos obrigados a fazer uma parada fora do cronograma. Afinal ela estava bem iluminada e a lua voltou a aparecer.



Ouvimos cavalos relinchando no pasto e o Maneca queria saber o por quê. Eu e o Cabelo explicamos pra ele que podia ficar sossegado. Era bem provável que as bruxas estavam fazendo tranças nas crinas e nos rabos dos cavalos conforme histórias que nossos avós contavam. Foi o suficiente para ele querer sair dali rssss.


Saí dali já pensando no lanche, meu estômago cheio de líquidos já dava sinal que eu precisava mastigar alguma coisa. Passamos pela represa do Bracinho e pelo Hotel Vale das Hortênsias. Logo depois começa uma subidinha de 4 km até o cume e início da descida.




Primeiramente eu pensava em parar nessa clareira que tem na divisa dos municípios para fazer o lanche, mas achamos melhor parar no rio que corta a estrada, afinal todos já estavam precisando de água.



Agora podemos descansar um pouco e aproveitar alguns quilômetros de descida até o rio. Chegamos lá e procuramos pedras secas para nos acomodar e comer. Ainda bem que os pernilongos estavam dormindo e não perceberam nossa presença.





Agora sim ia começar a descida de verdade. Claro que descemos com calma, não tão loucos como faríamos se estivesse claro. Mesmo assim alguns queriam fazer "peguinhas" conforme vídeo abaixo:


Depois disso fomos margeando o Rio Manso até próximo do centro de Schroeder.




Aqui já começa o asfalto e o cronograma contempla mais uma paradinha no posto de gasolina, antigo Mime.


Era 3:30 hs quando fizemos a última parada. Essa foi só para descansar, mas eu ainda tinha um pão com geleia na mochila e matei ele já.





Agora precisamos repor nossas forças psicológicas para enfrentar esse trechinho chato do bairro Duas Mamas até o início da serra.




Enquanto a gente pedalava e conversava nessa estrada, mais uma vez alguns barulhos intrigavam o Maneca, achando que eram os "bichinhos que comem gente". Então eu e o Cabelo tentamos acalmá-lo contando histórias sobre a coruja branca e a coruja bode mas acho que ele ficou mais preocupado ainda. Chegamos no pé da serrinha Canivete.




Iniciei a subida na marcha mais leve possível, já tinha me esquecido o quão íngreme é essa danada. Algumas curvas depois e eu achava que a subida já estava terminando. Mas a escuridão faz a gente perder as referências e parece que a estrada é mais longa do que em outras vezes. Quando eu achava que estava chegando no topo vinha mais uma curva. Depois de algumas decepções vencemos mais uma serrinha.


Agora tinha mais uma boa descida, mas pedi para os dois me esperarem na cachoeira porque eu estava precisando de água.


Depois da garrafinha cheia é hora de descer mais um pouco e chegar na rodovia do arroz. Aqui as energias voltaram e o Cabelo deu uma boa puxada.


Na ponte sobre o Rio Piraí me despedi dessa dupla aventureira.


Continuei meu pedal até o bairro Vila Nova e cheguei em casa ás 5:25 hs, com mais 102 km pra conta. Eu estava bem cansado e depois de um bom banho desmaiei na cama. Assim foi uma noite sobre duas rodas e na melhor companhia. Apesar de todo o esforço e dificuldades que passamos, nos divertimos muito e conversamos bastante. Esse é o tipo de aventura que a gente gosta e como diz o Maneca: "se fosse para ser fácil eu nem ia". Abraços.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava:

sexta-feira, 3 de abril de 2015

03/04/2015 - Barra Velha - SC

Nesse feriado eu queria aproveitar melhor o meu tempo. Na noite anterior decidi de última hora em fazer um pedalzinho próximo, só para esse dia não passar em branco. Até cheguei a enviar uma mensagem pro Maneca mas ele queria se poupar para um pedal mais puxado que faremos no sábado á noite. Acordei ás 4:45 hs e a serração predominava lá fora. Preparei um café e fiquei vagando pela casa meio preguiçoso, pensando bem se era isso que eu queria. Fui preparando as coisas bem devagar e ás 5:30 hs eu estava pronto para sair. Destino: Barra Velha.


O dia já estava abafado e a previsão era para esquentar cada vez mais.


Em Araquari encontrei um grupo de ciclistas aqui da cidade seguindo para um pedal de peregrinação até o Santuário Madre Paulina em Nova Trento - SC.




Logo depois o sol resolveu dar os primeiros sinais do dia quente que seria.




Esse pedal foi como um treino para manter uma velocidade constante. Ao contrário dos treinos que eu estou acostumado a fazer, hoje resolvi fazer um tour pelas ruas e praias da cidade. Primeiro fui até o Morro do Cristo.







Depois retornei e passei em frente á igreja.


E então fui pedalando pela beira mar.

Praia Central

Porto dos Pescadores



Praia do Tabuleiro

Segui um trecho por essa ciclovia e quando avistei a BR-101 novamente resolvi voltar. Parei na cobertura de um restaurante que estava fechado para fazer o meu lanche.



Foi uma parada bem rápida e logo já estava na estrada novamente. Pra variar um vento contra fez a média cair um pouco. Passei por alguns ciclistas que também treinavam no trajeto. Quando estava quase chegando no viaduto da BR-280 passei por vestígios de recape estourado e não demorou muito para o pneu traseiro começar a esvaziar. Quando fui procurar o causador dessa tragédia, não me surpreendeu a quantidade de arames que estavam agarrados no pneu.





A troca não foi das mais rápidas pois tive que garantir que nenhum desses pentelhos de aço continuasse ali. Os ciclistas que eu havia passado agora passavam por mim novamente e todos ofereceram ajuda, porém a situação estava sob controle.

Vou ter que colocar mais um remendo.
Feito isso há alguns metros parei no posto Maiochi para encher minha garrafinha com água gelada. Na saída aproveitei o "vácuo" desse caminhão a 12 km/h.


Depois dessa troca meu ritmo caiu mais ainda, aproveitei então para fazer uma visita para o amigo Fabiano que está se recuperando de um acidente e por enquanto está afastado dos pedais.


Um energético vai bem agora.


Saí do Fabiano e fui tentar garimpar um Gatorade na casa do Maneca já que ele mesmo me fez o convite no dia anterior. Mas ele não estava em casa e para a minha surpresa ele estava na academia em plena sexta-feira santa.

Cadê o mimadinho? Pelo menos deixou o wi-fi ligado.
Resolvi voltar para casa, olhei no GPS e já tinha rodado mais de 100 km então eu precisava fazer mais uns 30 km para fechar o desafio que esses aplicativos ficam oferecendo pra gente. Já estava bem quente e tive que pegar água na bica a beira da BR-101 para continuar.


Fui até o trevo da Docol e voltei, resolvi entrar na rua dos Bororós, acho que nunca havia pedalado por aqui. Logo em seguida já estava na Anaburgo e SC-108.


Chegando próximo de casa vi que a quilometragem não ia fechar por muito pouco, então tive que fazer um bate e volta na Estrada do Atalho.



Agora sim meu pedal estava finalizado com 131,2 km. Assim foi mais um dia de treino, turismo, visitas e desafio. Nossa, quanta coisa eu fiz pedalando uma manhã. Abraços e amanhã a noite tem mais.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava: