domingo, 13 de abril de 2014

13/04/2014 - Morro da Igreja - São Bento do Sul - SC

Assim que terminamos a aventura da semana passada, já começamos a preparar a aventura de hoje. A opção dessa vez foi o Morro da Igreja, situado no interior de São Bento do Sul, próximo a divisa com Corupá. É um morro alto, possível de ver de vários pontos das estradas do interior.


Convidamos também alguns novatos para essa aventura e eles toparam prontamente. São os Cães Sarnentos Pelinha, Fabiano e Flavio, além de eu, Maneca e Cassiba. O Sid tinha outros compromissos e não pode participar conosco, mas ele enviou o trajeto do GPS que nos ajudou bastante. As 5:00 hs saímos do Vila Nova em direção a Corupá. Antes de chegarmos no início da trilha o Cagãossiba teve que parar na estação ferroviária para dar uma aliviada.


Pegamos a estrada de chão e começamos a subir até onde o carro podia.


Estacionamos os carros próximo de uma propriedade e seguimos nosso objetivo. Como tinha uma estrada bem limpa começamos a caminhar por ali mesmo, sem observar o trajeto no GPS, quando o Maneca pediu para dar uma conferida na rota percebi que estávamos no caminho errado, voltamos e corrigimos nossa rota.


Flavio, Pelinha, Fabiano, Jefo, Cassiba, Maneca e ao fundo o Morro da Igreja.
Caminho errado.
Caminho certo.
A trilha começa leve, uma espécie de estrada abandonada. Mas logo depois o mato se fecha e os bambus começam a cruzar a trilha.






Achei essa trilha mais leve que a trilha do Morro do Boi porém é um pouco mais longa. Algumas aberturas na mata nos permitiam avistar o paredão de pedra.


Durante a caminhada algumas plantas, tocas e árvores gigantes chamaram nossa atenção.






Depois disso a trilha começou a ficar mais íngreme, era necessário achar lugar entre as pedras e se agarrar nas raízes para fazer a subida.






Chegamos em um pequeno mirante de onde já é possível ter uma bela vista.




Mais 10 minutos de caminhada e com 1:36 hs de caminhada total chegamos no topo do Morro da Igreja.


Morro do Boi a esquerda.
Corupá - SC.

Ficamos ali uma meia hora, tiramos fotos, fizemos um lanche, pegamos alguns limões e o Cassiba recolheu o lixo que algum sem noção deixou lá em cima. Trilha e montanhas não são lugares para deixar lixo, não passa o caminhão de lixo lá em cima para recolher. Quem quiser fazer trilha tem que ter a consciência de interferir o mínimo possível no ecossistema, até mesmo quanto ao uso do facão.







Iniciamos o retorno, sempre mais perigoso, e logo no início o Pelinha e Fabiano já desceram de skybunda. Logo depois foi a vez do Flavio e depois todos tivemos que usar esse método de descida em algum momento.









No fim da descida descansamos um pouco, trocamos de roupa e fomos procurar um lugar para tomar um café e comer alguma coisa.





Durante o trajeto observamos o trem passando ao nosso lado, o Maneca acelerou mas não chegou a tempo de cruzar a frente da locomotiva em alta velocidade estilo Velozes e Furiosos. O jeito foi aguardar a composição passar ao meio de muitos maruins.






Então o trem parou e trancou a rua, o Cassiba deu uma força e logo a pista foi liberada.


Depois fizemos nosso lanche e voltamos para casa com a sensação de paz de espírito. Temos que aproveitar e visitar esses lugares enquanto temos oportunidade.


Muito obrigado aos meus companheiros de aventura e a todos os seguidores. Abraço.


sábado, 5 de abril de 2014

05/04/2014 - Morro do Boi - Corupá - SC

Durante a semana recebi o convite do Maneca para fazer a subida do Morro do Boi em Corupá. Eu gosto desse tipo de aventura, mas não tenho muito as manhas e por isso não me arrisco muito. Junto estavam o Cassiba e Sidnei, fizemos um racha para colocar gasosa no carro do Maneca e saímos do Vila Nova antes das 5:00 hs. A viagem foi rápida e ainda não tinha amanhecido quando chegamos em Corupá. Esperamos na estação ferroviária pois o Maneca e o Cassiba precisavam dar uma aliviada.



O Sidnei tinha uma foto e algumas informações sobre a trilha que ele conseguiu na internet, pegamos uma estrada de chão em direção ao tal morro e chegamos na goiabeira que dá início á trilha, conforme a foto que ele tinha.




No início erramos a trilha mas logo voltamos e pegamos a trilha certa. É possível caminhar com passos largos nesse começo, mas logo depois começa a baixaria. A trilha começa a se fechar e ficar mais escorregadia.





Eu não estava com o calçado adequado e logo percebi que teria problemas.




A medida que a gente avançava a trilha ficava cada vez mais íngreme, em alguns pontos tivemos que passar rastejando por baixo de bambus.




Depois de alguns escorregões chegamos na crista do morro onde é possível ter a visão do outro lado.


É preciso caminhar por alguns metros sobre a crista até chegar ao cume. Alguns minutos depois eu e o Sidnei chegamos no ponto mais alto do morro onde o Maneca e o Cassiba já nos aguardavam impacientes.


Ficamos ali por um tempo contemplando a paisagem e conversando a 805 metros de altitude. Fizemos um lanche e mais fotos.


Tinha um morro um pouco mais alto ao nosso lado, foi cogitado de ir até lá pois estávamos com dúvida qual seria o Morro do Boi. Acabamos não indo até lá e depois a dúvida foi tirada por um conhecido do Sidnei que confirmou que chegamos no lugar certo.














Começou a ventar um pouco mais forte e as nuvens começaram a tomar conta dos morro em nossa volta, resolvemos descer.




A descida foi mais perigosa que a subida. Descendo a gravidade te empurra pra baixo e não dá tempo de se agarrar em alguma coisa, muitas vezes nem tem aonde segurar.



Depois de dois tombos o jeito foi sentar no chão e escorregar de bunda em um tobogã de pedras e lama.


Quando chegamos no carro percebi que tinha esquecido a roupa em casa e só tinha trazido a toalha e um par de chinelos. E daí o carro do Maneca é para essas coisas mesmo. Tomamos um café em uma panificadora da cidade e analisamos as sequelas da nossa brincadeira.




E assim foi aberta a temporada de montanhismo desse ano. Espero conhecer outros lugares que por enquanto só ouço falar. Muito obrigado aos meus companheiros de trilha e até a próxima.