sábado, 22 de agosto de 2015

22/08/2015 - Treino Itapoá e Guaratuba

Há tempos não escrevo para o blog. Muitos compromissos e também me dediquei mais a parte prática do negócio do que a parte teórica. Mas hoje é jogo rápido. Depois de anos sobre uma mountain bike comecei a pedalar uma speed há três semanas. No início foi muito estranho mas bicicleta é bicicleta e logo a gente se acostuma. Ainda falta fazer alguns ajustes, um bike fit seria o ideal. Resolvi levar essa nova magrela para a praia de Itapoá no final de semana e já encaixei um treino para início da tarde. A tarde estava ensolarada mas não muito quente, ideal para uma voltinha pela região.



Segui em direção ao Pontal, tinha um vento muito rebelde que não dava para distinguir ao certo a sua direção, mas atrapalhava. Passei pelo Porto de Itapoá.






Segui meu pedal em direção á Garuva sempre tentando manter a média acima dos 30 km/h.




Logo depois do britador encontrei a turma do Pedal Full descendo o Morro do Carrapatinho de mountain bike.


O asfalto estava bom, um pouco sujo em alguns trechos, mas aqui o ciclista precisa tomar cuidado com as cabeceiras das pontes e com o grande fluxo de caminhões. Cheguei na SC-415 e segui em direção á Guaratuba - PR.


 

O sol já estava baixando e entre as árvores até dava um friozinho. Passei pelo marco da divisa dos estados e girei de leve enquanto passava por terras paranaenses.





Cheguei na polícia rodoviária e segui novamente sentido Itapoá, aqui a divisa dos estados é feita pelo rio Saí-Guaçu.


Agorá é pé no fundo porque são 11,5 km praticamente passando pelo meio do mato, pois aqui há poucos moradores. Mas em pouco mais de 20 minutos eu já estava na Barra do Saí.




Eu já sentia a brisa do litoral novamente e segui pela avenida Brasil chegando no mesmo lugar de onde eu parti horas atrás.


Assim foi mais um dia de treino para desenferrujar as pernas e o blog. Abraços e até a próxima.

Confira minha pedalada no Garmin:


Confira minha pedalada no Strava:

sábado, 4 de julho de 2015

04/07/2015 - Morro da Pedra - Navegantes - SC

Há três semanas estou tentando fazer esse trajeto, mas por motivos do clima não favorável e de alguns marcarem eventos na mesma data esse pedal foi sendo adiado. Mandei circular para os Cães Sarnentos mas nenhum deles confirmou a participação, então eu pensei que seria somente eu, a minha bike e a natureza. Mesmo assim mantive o cronograma, acordei ás 4:30 hs e as 6:00 hs já estava passando no ponto de encontro e vi que tinha um ciclista lá. Cheguei mais perto e vi que o tal ciclista era o Maneca e pra variar novamente estamos com a mesma camisa.



Saímos pedalando pela BR-101 já curtindo um ventinho contra e bem frio.




Eu estava doido para fazer a paradinha na APLS de Barra Velha e tomar um cafezinho free para esquentar o peito, mas o Maneca não respeitou o cronograma e tocou direto. Tudo bem, da próxima vez fica mais fácil eu fazer cronograma. Nesse momento o céu já limpava e a presença do sol era muito bem vinda.



Na região de Itajuba saímos do asfalto e continuamos o trajeto no estradão.






Passamos em frente a algumas propriedades e tivemos que nos esquivar de alguns cães treinadores de ciclistas.



Chegamos na região de Medeiros e o vento forte e frio continuava. Pra quem acha que estou exagerando fiz um breve vídeo somente de 15 segundos do que passamos durante 8 horas.


Entramos em uma estrada secundária e me encantei tanto com a região que me perdi na navegação, era para entrar na próxima estrada.





Apesar dessa estrada também levar ao nosso destino, era um pouco mais longe, então decidimos voltar e corrigir a rota.



Pedalamos por mais uns metros no asfalto, mas logo a mordomia acabou e entramos na estrada correta.




A cada curva a paisagem só surpreendia e o nosso destino estava cada vez mais próximo.


Morro da Pedra ao fundo.



Entramos em mais uma estrada muito estreita e com um belo morrinho para ir se acostumando com o que vinha pela frente.













Chegamos na região de Porto Escalvado, localizamos o início da subida do Morro da Pedra, mas antes o Maneca foi procurar um mercadinho para comprar água. Eu conversei com os moradores da região e disseram que podíamos pegar água mineral direto da bica.


Chega de conversa porque temos um morro para subir. O início já bota um medinho - "sabe de nada inocente".



Eu ia um pouco mais a frente, sempre pedalando apesar de várias paradas para descanso e fotos.


Força nanico

A técnica é focar um ponto de parada acima, baixar a cabeça e pedalar até lá, se parar no meio do caminho as chances de se desequilibrar e ir rolando morro abaixo são grandes.



Pedra no meio da estrada

Meu coração nunca acelerou tanto, por isso as paradas eram muito necessárias, mas as pernas também queimavam bastante. Nesse momento concordamos que nenhum carro com tração dianteira subiria aquele morro inclinado com tantas erosões e pedras pelo caminho. Nesse momento ouvimos barulho de motor e saímos da estrada para um dar passagem á um Celta que passou com tudo.

Maneca descansando e visualizando sua próxima parada
O último trecho estava bem úmido e escorregadio, e depois de muito sofrimento veio a recompensa.



Uma vista incrível com muitas árvores, plantações e o mar. Ficamos eufóricos, a gente não sabia nem para onde olhar. Tiramos várias fotos, agora percebi que muitas ficaram bem parecidas, mas é assim, o que valeu mesmo foi estar lá.






Ainda com dores da subida.



Percebemos que havia uma antena mais ao alto, pegamos uma estrada com muita lama pois a gente queria subir mais.


Chegamos lá e nos deparamos com os dois técnicos de telecomunicação que subiram no Celta. Um deles ficou conversando com a gente dizendo que está acostumado a subir de Brasília, enquanto o outro estava no topo da antena trabalhando e enfrentando o vento também.


Retornamos para fazer o lanche antes da descida.



Mais uma foto para a despedida e depois solta o freio.


A descida sempre é mais preocupante para mim, mas ultimamente estou ficando mais confiante. Logo no início o Maneca pediu para eu parar mas depois ele disse que eu podia prosseguir. Descemos em aproximadamente 4 minutos e lá embaixo paramos para pegar a tal água mineral e eu percebi que tinha perdido minha lanterna traseira. Por sorte o Maneca viu e ajuntou logo no início da descida. Seguimos por uma rua pavimentada.




Mais um trechinho de estrada de chão e chegamos em uma rodovia do estado que dá acesso á BR-470.

Rodovia catarinense sem sinalização e sem acostamento.


Agora nosso objetivo era voltar para casa e para isso era necessário chegar ao playground, BR-101. Aqui o bagulho flui e como enfrentamos só vento contra até agora achamos que indo para o sentido contrário o vento estaria a favor. Santa inocência, acho que deu pane no controlador de tempo e o vento ás vezes lateral e muitas vezes contra não deixava a velocidade passar dos 25 km/h.






O retorno foi muito desgastante, o pedal todo em si foi muito cansativo e tive prego de fome. Apesar de ter me alimentado há poucas horas e ter ingerido os carboidratos em gel eu estava com muita fome e tive que fazer uma parada de emergência. Comi um salgadinho, mais um torrão de amendoim e algumas bebidas para enfrentar os últimos 24 km ou seja, mais uma hora de pedal até chegar em casa e almoçar.


Essa parada foi muito rápida, mas o suficiente para eu me recuperar.


No bairro Floresta me despedi do nanico e agradeci por ele ter vindo. Esse carinha diz que está parando mas acho que ele não conseguiria ficar longe disso nunca.

Ai que alegria kkkk.
Depois cheguei em casa, tomei um banho e daí sim pude me alimentar bem. Esse foi mais um dos lugares que estavam na minha lista de espera, ainda tenho muitos. Muito obrigado Maneca pela companhia e pelos momentos de descontração, sofrimento e superação. Abraços.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava: