domingo, 8 de junho de 2014

08/06/2014 - 4º Marathon Márcio May Pedra Branca

Os meses de maio e junho estão sendo tumultuados pra mim. Muito trabalho, compromissos e muitos problemas para resolver na nova morada. Não, não estou reclamando, mas os treinos que eu gostava tanto de fazer acabaram ficando em segundo plano. Mesmo assim resolvi encarar a competição organizada pelo Márcio May em Palhoça - SC, a qual já coloquei no meu calendário anual de competições. Saí de Joinville no sábado com chuva e a previsão era para continuar chovendo. Cheguei no local para retirar o kit e a fila já era enorme, mais de 850 atletas estavam inscritos.



Depois fui para o hotel descansar um pouco, jantei uma boa massa e fui dormir cedo. Choveu a noite toda e na manhã seguinte não foi diferente, pelo menos não estava frio. Comecei a preparar as coisas tentando não me molhar muito antes da largada.




Minha esposa, apoio e fotógrafa
O pessoal começou a alinhar para a largada embaixo de chuva. Ficamos parados, nos molhando por alguns minutos e logo começou a contagem regressiva para o início da prova. Os primeiros quilômetros são neutralizados e depois começa a baixaria.


Foto: TrilhasBR
A chuva não deu trégua e não demorou muito para eu me sujar. As estradas de chão estavam só em lama, ou melhor, parecia mais uma nata avermelhada sobre a estrada. É a terceira vez que participo do marathon da Pedra Branca (vejam como foi a edição de 2012 e 2013). Para quem se arrisca nos 52 Km são três subidas fortes que eu chamo de morreba, serrona e cristo. Pela primeira vez consegui subir pedalando a morreba apesar da chuva, lama e falta de treinos. Depois veio a descida e muita cautela para não cair na ponte do final da descida, pesadelo dos ciclistas que fazem essa prova.

Foto: TrilhasBR
Foto: TrilhasBR
Foto: TrilhasBR
O sobe e desce continuou pelas estradas do interior e a minha bike já começava a estralar tudo. Continuei num ritmo bom mas logo o cansaço tomou conta e comecei a me preparar psicologicamente para enfrentar a serrona. Eu já sabia que teria que empurrar. Enfrentei a serrona empurrando e depois tem mais uma descida que leva a gente para o asfalto na SC-281.

Foto: TrilhasBR
Esse trecho é um alívio, pois é uma boa descida que serviu para relaxar e tirar o excesso de lama da bike. Mas a alegria dura pouco, novamente em estrada de chão já pensando em chegar no morro do cristo, o mais íngreme dos três. Oras empurrei de novo. Durante a subida vim conversando com um ciclista que perguntou de que cidade eu era, falei que vim de Joinville e logo ele falou que conheceu dois ciclistas de Joinville que pedalam muito: o Cabelo e o Maneca que fizeram o Audax 600 com ele. Que mundo pequeno não? Depois disso o papo fluiu e fomos contando várias histórias e perrengues que passamos nessa vida de viajante sobre duas rodas. O nome dessa fera é Anésio. Durante a conversa me deu câimbras fortes de eu chegar a gritar de dor e também precisava de água pois não aguentava mais tomar suplementos.

Eu e Anésio. Foto: TrilhasBR
Na esperança de conseguir um pouco de água virei o rosto pra cima e abri a boca para pegar água da chuva. Não deu muito certo mas logo a frente já tinha um posto de hidratação.

Foto: TrilhasBR
Foto: TrilhasBR
Depois do morro do cristo tinha um bom trecho de descida, eu não tinha mais perna e o Anésio me passou abrindo uma boa vantagem.

Foto: TrilhasBR
Foto: TrilhasBR

Foto: TrilhasBR

Foto: TrilhasBR
Depois de 45 Km chegamos novamente na cidade. Pedalamos por calçamento e asfalto até a entrada da cidade sustentável Pedra Branca onde nosso ilustre anfitrião preparou a última surpresa do dia: 1 Km de trilha sobre o mato que tinha sido roçado. O resultado: lama até a metade da roda e se precisasse colocar o pé no chão era água até no joelho. Eu xinguei muito aquela situação, mas agora já posso dar risadas.

Foto: Divulgação Marathon Márcio May Pedra Branca

Foto: TrilhasBR
Foto: TrilhasBR
Cheguei acabado com o tempo de 3:16:19 hs em 39º na categoria e 213º no geral.

Foto: TrilhasBR
Foto: TrilhasBR

O jeito depois foi tirar a lama da bike e do corpo, um lava jato ajudava no serviço.

Foto: Divulgação Marathon Márcio May Pedra Branca
Ficamos mais um pouco por ali para ver a premiação dos campeões Marcelo Moser (Pinguim) e Tânia Clair Pickler Negherbon e também para quem sabe sair com um dos brindes dos sorteios, mas hoje não. Assim terminou mais uma edição do Marathon Márcio May Pedra Branca. A bike vai demorar na manutenção.


domingo, 25 de maio de 2014

25/05/2014 - Canoagem no Rio Itapocu

Hoje resolvi fazer uma atividade um pouco diferente das que eu estou acostumado. Aceitei o convite do Sidnei para acompanhá-lo em um evento promovido pelo Clube de Canoagem Kentucky de Jaraguá do Sul. Saímos de Joinville ás 7:15 hs e ás 8:10 hs a gente já estava fazendo nossas inscrições para participar do passeio pelo Rio Itapocu. O Sidnei levou o bote dele mas estava furado, então pegamos um emprestado do próprio clube. Enquanto o caminhão levava os equipamentos, nós fomos de ônibus até a ponte do bairro Nereu Ramos para iniciar a descida.





O dia estava frio e a água mais ainda. Ficamos na margem aguardando todos entrarem na água e depois partimos todos juntos.




O rio é bem tranquilo, não estava tão cheio como esperávamos, mesmo assim foi possível curtir algumas corredeiras.


Alguns caiaques viraram na corredeira e outros fizeram virar de propósito para sacanear o parceiro de remo.






A maioria do trajeto foi remando leve e deixando o rio nos levar, assim sobrava mais tempo para conversar, apreciar a natureza e descansar.








Depois de 11 km chegamos na sede do clube no bairro Czerniewicz.



Colocamos roupas secas e voltamos para casa. Muito obrigado Sidnei pelo convite, foi muito divertido, mas poderia ser melhor se mais amigos aderissem ao evento. Afinal sobraram botes e equipamentos. Abraço.

sábado, 17 de maio de 2014

17/05/2014 - Morro das Antenas - Jaraguá do Sul - SC

Fazia tempo que eu não partia para um pedal solo e hoje acordei ás 5:00 hs para aproveitar o tempo bom e fazer um giro não muito longe. Cheguei no posto de combustível no final da rua XV de Novembro e aguardei até ás 6:00 hs, na esperança de aparecer alguém. Como não apareceu ninguém segui meu destino.


Estava um pouquinho frio, mas o céu estava limpo, sinal que as coisas esquentariam mais tarde. Saí pedalando pela rodovia do arroz sentido Guaramirim, o objetivo principal era chegar no topo do Morro das Antenas em Jaraguá do Sul. O dia já amanhecia mas a lua ainda estava presente.



Cheguei na BR-280 e já era possível avistar o Morro Boa Vista com muitas nuvens, tomara que elas não estejam mais lá quando eu chegar.


Cheguei em Jaraguá do Sul e ás 7:30 hs fiz uma parada rápida no posto Behling em frente a rua de acesso ao morro. Me hidratei e fiz um lanche rápido. Tirei o corta vento e fiquei observando o que eu ia enfrentar.



É a terceira vez que subo esse morro, mas é a primeira que vou fazer isso de bike, as outras duas vezes foi correndo o primeiro e o segundo Desafio Morro das Antenas. Logo no início a parte de calçamento já assusta, muito íngreme e com curvas fechadas. Depois no trecho de terra melhora um pouco.


Até a porteira a subida é bem boa, dá até pra curtir a natureza e a paisagem.




Daqui em diante o bicho pega, tentei subir pedalando mas quando cheguei no cimento não deu mais. A bike empinava, parecia um cavalo redomão, assim perdia contato com o solo e me desequilibrava. O jeito foi subir empurrando.





A estrada continua assim até lá em cima, terra solta, erosões e cimento.



As 9:00 hs cheguei no topo, 896 metros. Tinha pouco vento, não estava muito frio e eu estava sozinho. Aproveitei para tirar várias fotos, mas as nuvens não estavam colaborando muito.





Resolvi ir até o gramado onde é feito os saltos de parapente, para fazer um lanche e descansar um pouco.




Logo a minha frente estavam o Morro do Meio e o Pico Jaraguá, demorei muito para tirar uma foto deles e as nuvens tomaram conta dos arredores. Me preparei para ir embora quando chegaram vários saltadores de parapente e alguns gringos. Esperei um pouco para ver um pouco desse esporte.





Iniciei minha descida bem devagar, não estava afim de ralar meus cotovelos naquele cimento áspero. Mesmo assim passei trabalho, eu quase tinha que sentar no pneu traseiro para equilibrar o peso sobre a bike. Como eu ainda tinha um tempo de sobra, resolvi fazer um retorno um pouco mais longo passando por Schroeder.


Assim que a gente entra na cidade já é possível avistar os dois morros de dão nome ao bairro Duas Mamas de Schroeder.



Não era minha intensão subir por lá hoje e minhas pernas já estavam bem esgotadas.


Passei pelo portal da cidade e logo já virei á direita sentido bairro Schroeder I que me levaria novamente até a rodovia do arroz. Por esse caminho a gente passa bem abaixo do Duas Mamas.



Aqui é bom de pedalar, rodovia com asfalto novo e ciclofaixa bem sinalizada. No último quilômetro tem que enfrentar um pouco de terra e uma subidinha leve, mas o embalo da descida leva até a rodovia do arroz. Eu já estava sem água. Estava procurando uma água 0800, olhei para o posto e não tinha, então fui até a igreja da comunidade de Brüderthal e procurei uma torneira mas não obtive sucesso. Na escola ao lado até encontrei torneiras, mas estavam secas. Do outro lado da rodovia no cemitério vi uma torneira. Abri o portão que estava somente encostado e enchi as minhas garrafinhas.


Segui viagem em direção ao meu lar, era 11:00 hs e eu estava com fome. Fui pedalando devagar e saboreando uma deliciosa poncã. Cheguei em casa ás 11:45 hs com 92 km rodados e 1265 metros de altimetria acumulada. Na próxima semana tem mais. Abraço.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava: