sábado, 12 de setembro de 2015

12/09/2015 - Morro Schmidt - Pomerode - SC

Depois de uma semana de muita chuva arrisquei marcar esse pedal para sábado. Na sexta feira choveu muito em Joinville e região, mas resolvi confiar na previsão do tempo que garantia o dia de céu limpo para o dia seguinte. Ainda bem. No sábado acordei ás 4:00 hs e ás 5:00 hs já estava na estrada. O dia estava muito frio e precisei pedalar sozinho pela rodovia do arroz até encontrar o Maneca na BR-280.






O dia amanheceu rápido, atravessamos Jaraguá do Sul e seguimos sentido Pomerode.


Pedalamos por poucos quilômetros no asfalto e acessamos uma estrada de chão paralela.







A estrada acabou e nos levou novamente ao asfalto bem no início da subida da serra. Paramos para pegar água na cachoeira e acabamos nos molhando bastante, nada bom para um dia frio como hoje.



Continuamos a subir a serra, soprava um ventinho frio e os raios solares passavam longe da gente por enquanto. Chegamos no topo.



Mas nossa subida ainda ia continuar, agora pela estrada de chão.






Chegamos na divisa dos municípios, colhi algumas amoras e soltamos os freios para aproveitar a longa descida até no asfalto de Pomerode.




A descida foi muito frenética, dois senhores que conversavam no meio da rua se assustaram quando passamos a quase 60 km/h por eles. Pedalamos mais um pouco até chegar no portal da cidade onde gostamos de fazer nosso lanche.


Biker Mac.

Olha a alegria do nanico.
Minha câmera ainda estava com a lente embaçada e a maioria das fotos ficaram com essa espécie de nevoeiro. Nosso pedal agora já estava em fase de retorno, mas ainda faltava a atração principal: Morro Schmidt.





Tracei a rota por uma estrada secundária chamada Morro Trettin, mas no mapa não era possível ter certeza se ela ligava ao Morro Schmidt. Tiramos a dúvida com um casal de idosos que cuidavam do jardim e eles confirmaram a minha suspeita. Porém a senhora não queria deixar a gente subir por ali, disse que era melhor a gente pegar a estrada original. Agradecemos o conselho mas é que a gente gosta de sofrer em cima da bike kkkk.



Muito fácil.


A cada curva a inclinação aumentava e a estrada ia mudando conforme adentrava na mata. Tinha trechos de pedras soltas, erosão e lama. Agora sim tive que parar para tirar o corta vento porque o radiador começou a esquentar.


Eu seguia na frente e na única propriedade habitável da estrada esperei o Maneca.


Lá vem o Maneca.

Como se diverte esse menino.
Descansamos um pouco e logo entramos em uma estrada muito estreita e sinistra.




Parece que faz anos que ninguém passa por aqui. No caminho há algumas casas mas todas abandonadas.



Chegamos na estrada de acesso ao Morro Schmidt e claro já começou com um belo morrinho. Eu estava navegando a rota com o meu GPS e ele manda a seguinte informação: "acionar 4x4", kkkk, fanfarrão.




Nesses morros a nossa água acabava muito rápido, por sorte a gente conseguia abastecer as garrafinhas em fontes e pequenas cachoeiras na beira da estrada.




A estrada é muito longa, e ás vezes tinha até umas descidas. Em alguns trechos o pneu patinava pois o barro ainda estava molhado devido ás chuvas do dia anterior. Me assustei com um bando de macacos que estavam bem perto da estrada mas não consegui fotografa-los. E depois de muito sofrimento veio a recompensa à 868 metros de altitude.


Morro do Saco



Dali era possível ver Jaraguá do Sul, Rio dos Cedros, Pomerode, Timbó, um pedacinho de Blumenau e até o mar. Ficamos daquele jeito, sem saber o que fazer, tirando fotos e não querendo ir embora.














Abaixo dois presentes que o Maneca fez pra mim. Essas duas fotos que ele tirou de surpresa.

Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior

Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
Estávamos curtindo essa sensação de superação, liberdade e tranquilidade. Mas infelizmente temos que ir embora, porém o Maneca queria ir mais alto.



Agora é sério, precisamos ir, chega de macaquice. Resolvemos fazer nosso almoço na Malwee em Jaraguá do Sul apesar de eu já estar com um pouco de fome. Durante a descida encontramos duas ciclistas pedalando e enfrentando os desafios de subir o Morro Schmidt. Depois com a ajuda da tecnologia nos apresentamos: eram a Márcia e a Marlise que conhecem tudo na região e já me deram mais algumas dicas de lugares para conhecermos.


Paramos para pegar mais água.

Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior

Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior

Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior




Apesar do sol, não estava um dia quente. Chegamos no início da estrada que para nós foi o final.




Seguimos pela estrada de chão sentido Jaraguá do Sul pela Rota Enxaimel, mas quem diria que tínhamos mais um morrinho para enfrentar?



De novo enfrentamos uma subida até 323 metros de altitude, dessa vez foi mais cansativo pois as pernas já estavam bem judiadas.



Curtimos a última descida boa do dia e meu corpo já dava sinais de falta de combustível. Meu ritmo caiu bastante por falta de forças. Entramos em uma rua paralela ao asfalto para conhecer a região.


Tive que fazer uma parada de emergência em um mercadinho para repor o açúcar e o sal. Foi só ingerir um torrão de amendoim, um salgadinho e um refri que eu já fiquei bom para continuar e chegar até a nossa parada oficial.

Mais um Biker Mac.
Agora é hora de enfrentar o ventinho chato de Jaraguá do Sul. Dessa vez deixei o Maneca puxar porque eu já estava debilitado.


Paradinha antes de pegar a BR.
Fizemos a despedida pois o Maneca continuaria pela BR-280 enquanto eu iria pela rodovia do arroz.


Como esperado consegui concluir esse trecho em 1 hora e ás 16:00 hs já estava em casa. Terminando assim mais um dia com a companhia do meu amigo Maneca onde foi possível conhecer lugares novos e desfrutar da natureza que ainda resta.


Maneca muito obrigado pela companhia, sozinho não seria a mesma coisa. Espero também a reativação do blog Natividade Aventuras Joinville que foi pioneiro na exploração da nossa região através da prática de esportes. Abraços a todos e até o próximo morro.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava:

sábado, 5 de setembro de 2015

05/09/2015 - Canoagem no Rio do Júlio

Como a previsão do tempo era de chuva para esse feriadão, aceitei o convite do Moacir e do Sidnei para remar em um dos rios da região. A ideia inicial era descer o canal do Cubatão até a Vigorelli. Um dia antes do evento o Maneca abortou e tivemos mais uma baixa no dia seguinte. Combinei de encontrar o Sidoca na casa dele e seguimos rumo a casa do Moacir. O dia estava chuvoso e um pouco frio. Ficamos trocando ideias a respeito da logística, fator que mais complica uma canoagem. Para não envolver mais uma pessoa, decidimos explorar o Rio do Júlio. Os dois carros e um conhecido que mora na região facilitaria as coisas. Chegamos no local mais indicado para começarmos a descida, descarregamos a tralha e levamos o outro carro onde seria nossa chegada.






O rio não estava cheio como esperávamos. Segundo um morador a região, apesar de ter chovido todos os dias desse mês, ainda não choveu forte o suficiente para aumentar o volume de água do rio.





Durante o trajeto a gente chega a penetrar na mata fechada e ás vezes o rio volta a ficar perto da estrada. Várias árvores atravessavam o leito do rio que tinha poucas corredeiras.






Igreja da comunidade ao fundo
Passamos pelo interior de algumas propriedades particulares, mas estávamos no rio e rio não tem dono.




Caído sobre o rio um pé de amoras nos forneceu alguns frutos.






Chegamos no nosso destino mas a gente queria mais. Descemos a última e melhor corredeira do rio rumo á represa do Rio do Júlio.



Começamos a sentir o vento mais forte já que saímos do interior da mata.




Ficamos no meio de um imenso lago e remando mais um pouco conseguimos visualizar as comportas da represa.





O Moacir teve que ira até lá ver se eram de verdade.
Voltamos e tivemos que remar um pouco rio acima e subir a correira pelas pedras. Colocamos as coisas no carro e fomos resgatar o outro carro que ficou no ponto de partida. Para fechar o dia tomamos caldo de cana com empadas. Canoagem é bom porque não tem tempo ruim, seja com sol ou com chuva sempre dá para aproveitar bastante o passeio. Ainda mais em excelente companhia. Agora vamos ver se o tempo melhora porque eu preciso pedalar. Abraços.

Confira minha remada no Garmin:

Confira minha remada no Strava: