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sábado, 27 de julho de 2013

27/07/2013 - Mirante Serra Dona Francisca II

Hoje recebi a ligação do Maneca para a gente fazer um pedal. Ele tava afim de treinar e eu não estava muito bem para pedalar. Uma forte dor de garganta, febre e tosse me incomodavam. Mesmo assim a vontade de pedalar era maior e resolvi aceitar o convite. Saí de casa ás 13:30 hs para encontrar o Maneca no posto de combustível em frente a casa Krüger. O dia estava bonito e o clima agradável.



Pedalei pela Estrada da Ilha, Estrada da Fazenda e fui costeando o rio Cubatão até a BR-101.



Cheguei no posto e não vi o Maneca, mas escutei gritos vindo do outro lado da rodovia e lá estava ele em frente a Casa Krüger. O Maneca fez algumas fotos depois seguimos nosso destino, ele estava bem empolgado para subir a serra, eu nem tanto.


Na subida o Maneca disparou, enquanto eu sentia uns calafrios e suava muito. Chegamos no mirante da serra, muitas pessoas passeando por lá.




Lá em cima a diferença de temperatura era de 10° C, começou a ficar frio, então resolvi colocar o corta-vento para aquecer um pouco.


Nos despedimos no mesmo local onde nos encontramos e cada um seguiu o seu caminho. Na Estrada da Ilha um acontecimento infeliz fez o meu pedal atrasar um pouco mais. Um furo no pneu traseiro me obrigou a fazer mais uma parada.



Comecei a trocar a câmera e quando estava terminando de montar a roda lembrei que estava sem bomba. Pensei: vou empurrando até encontrar algum ciclista e pedir a bomba emprestada. Quando eu ia colocar a roda na bike parou um caminhão e o condutor perguntou se eu precisava de ajuda. - Preciso de ar - respondi. - Tem o ar do caminhão, traz a roda aqui. Então levei a roda até o caminhão e num instantinho o pneu já estava calibrado. Como o pneu cortou ele chegou até me oferecer carona, mas eu disse que não precisa pois se acontecesse mais algum imprevisto eu estava perto de casa. Essa foi a atitude que o seu Corrêa tomou ao ver alguém precisando de ajuda. Pena que a foto não ficou muito boa, mas a atitude dele sempre vai ficar como exemplo. Muito obrigado seu Corrêa.


Confira minha pedalada no Garmin:

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terça-feira, 23 de julho de 2013

23/07/2013 - Mirante Serra Dona Francisca

Bem, não costumo fazer os relatos dos meus pedais do meio da semana, senão seriam todos iguais. Mas hoje teve um desafio a mais, o frio. Na quinta-feira passada fazia calor, a noite cheguei a registrar temperaturas de 26º C além do forte vento oeste. Subindo a serra o vento dificultava a pedalada, mas a descida foi show. Hoje, cinco dias depois, lá vou eu subir até o mirante de novo. Com esse frio resolvi me preparar melhor, mas não cogitei em desistir dos meus objetivos. Sai de casa e o termômetro marcava 9º C. Até a chegada ao mirante foi tudo tranquilo e um vento sul tentava derrubar a média da pedalada. Chegando mais perto da serra comecei a sentir......quer dizer, comecei a não sentir mais meus dedos dos pés, pois eles estavam congelados apesar de estar usando uma meia mais grossa que o costume. Muitos carros subindo com turistas na esperança de ver neve. Eu também fiz minha subida. Cheguei até o mirante e como eu estava muito quente nem percebi a temperatura que estava fazendo lá em cima: 2º C.


Havia muita gente no mirante tirando fotos. O vento estava mais forte, o céu estrelado e a lua cheia iluminava a escuridão do mirante que não tem uma luz sequer. Ouvi alguns turistas cochichando: "meu, o maluco veio de bike", rssss.




Meu corpo começou a esfriar e resolvi descer. Agora o vento estava a favor, mesmo assim não me passei e desci numa velocidade segura. Na descida o vento frio pegou pra valer nas mãos, pulsos, pés, nariz e orelha. Haja pano e bandana para se cobrir. Na região do Rio da Prata o pedal fluía bem aos 30 km/h com ajuda do vento. Na Estrada da Ilha meus dedos e pulsos começaram a arder muito, era tipo uma queimação. Cheguei em casa e fui direto para o chuveiro, foi quando percebi que meus pés, mãos, pulsos, dedos e rosto estavam com marcas de queimaduras e ardem como se eu tivesse pego sol sem protetor solar.


Assim foi mais um pedal da semana, são os 60 km que costumo fazer toda a terça e quinta. Só não vou se estiver chovendo muito, chuva fina já tiro de letra. Abraço e até a próxima aventura.

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segunda-feira, 8 de julho de 2013

07/07/2013 - Caminho do Itupava - PR

Esse final de semana era para ser dedicado à uma corrida, mas durante a semana passada recebi um convite do Maneca para participar de um trekking no estado do Paraná. Não pensei muito e confirmei participação nessa aventura diferente e que "peguei gosto". Na verdade o idealizador dessa aventura foi o Sidnei, cunhado do Maneca. Daí o Maneca se encarregou de arrastar eu e o Cassiba. Esse passeio foi muito bem organizado pela equipe do Roda Livre Biker´s de Curitiba e contou com translado de van, guia, água, frutas e barrinhas de cereal caseiras (deliciosas). Acordei ás 3:00 hs da matina para ir até a casa do Sid. Logo chegou o Maneca e o Cassiba e partimos rumo à Curitiba. Com o auxílio do GPS encontramos logo o local de encontro, a ansiedade tomava conta dos nossos pensamentos enquanto uns já faziam um lanchinho. De tantas fotos o Sid acabou ficando fora da minha foto oficial de chegada, ou melhor, ficou só o vulto dele entre eu e o Maneca.


Feitas as fotos e as devidas apresentações embarcamos na van em 11 aventureiros rumo a Morretes com direito a descida pela Estrada da Graciosa que trouxe boas lembranças quando descemos de bike. Chegamos no início da trilha onde o mapa já adiantava tudo o que nos esperava. O Caminho do Itupava foi aberto a partir de uma trilha indígena no período pré-colonial entre 1625 e 1654 por índios e mineradores e calçada com pedras irregulares por escravos ligando os municípios de Morretes e Quatro Barras. Foi uma das principais vias de comunicação entre o primeiro planalto paranaense e a planície litorânea até a conclusão da Estrada da Graciosa em 1873.


Depois de algumas fotos e ouvir algumas orientações, partimos da Estação Engenheiro Lange rumo ao nosso objetivo. No início uma estrada larga e pouco íngreme disfarçava o que vinha pela frete. O dia estava quente e o sol nos acompanhou em todo o trajeto até o anoitecer.




Um outro lugar que podemos conhecer futuramente é a trilha para o Salto dos Macacos que fica do outro lado do rio.


O caminho é cercado por montanhas e com poucas bifurcações, em algumas delas tem placa de indicação.



Saímos da estrada e para iniciar a trilha é preciso subir uma escada onde o primeiro degrau fica a um metro do chão.





Logo no início da trilha uma linda paisagem sobre a ponte do Rio Taquaral.



Durante a caminhada a gente não sabe nem para que lado olhar, a mata praticamente intocada ecoava o som do apito do trem que descia e subia os morros e dos rios que formavam pequenas cachoeiras.




Chegamos em mais uma ponte, agora sobre o Rio São João, depois paramos um pouco para nos hidratar.





O Maneca, como sempre, estava muito empolgado, parecia uma criança no parque de diversões.


Até aqui seguimos pela trilha sempre pisando sobre a terra úmida e fofa. Desse ponto em diante começa o calçamento feito com pedras pelos escravos. Andar por trilhas assim é como saltar em pedras sobre o rio, pois é necessário se equilibrar e escolher a pedra que vai pisar.



Depois de 5 km de caminhada, chegamos no Santuário Nossa Senhora do Cadeado, onde fizemos um lanche um pouco mais demorado.




Do santuário era possível ter uma linda vista do Pico do Marumbi.



Enquanto a gente fazia o lanche ouvimos o trem vindo em nossa direção. Desci rapidamente para fazer uma foto histórica. Programei a máquina e fiquei esperando o momento exato de acionar o botão e sair correndo para a foto. A ação precisava ser bem sincronizada, pois eu teria somente uma chance. E não é que deu certo!


Depois do lanche a gente precisava repor nossos estoques de água. Fomos informados pelo guia que havia uma bica da água do outro lado do túnel. Túnel? Por que não falou antes? Fomos correndo seguindo a linha férrea, mas fomos avisados que poderia vim um trem do sentido contrário a qualquer momento.



Começamos a procurar a bica d'água, mas antes de achá-la ouvimos novamente o barulho do trem agora do outro lado. Será possível? Pensamos. Não deu outra, o trem apareceu depressa e tivemos que escolher um dos lados do trilho e esperar.




Depois que o trem passou encontramos a bica d'água e enchemos nossas garrafas, voltamos rápido, vai que aparece outro trem, pelo jeito essa ferrovia é movimentada.



A trilha continuava do outro lado dos trilhos e para a nossa surpresa tínhamos que subir uma escada sem degraus, só tinha corrimão.


Depois mais uma escada, agora mais completa, mas muito íngreme.


Depois de subir escadas a trilha continuou muito forte sobre as pedras. Esse senhor também estava no nosso grupo, um exemplo de força de vontade, com 78 anos, se não me engano, fez a trilha completa sem resmungar.


Continuamos a trilha um pouco mais rápido que o restante do grupo e nos distanciamos um pouco. Eu aproveitava o tempo para observar as árvores, pássaros e fazer mais fotos.





Após uma sessão de fotos percebemos que o Cassiba sumiu na nossa frente, tentamos alcançá-lo, chamamos e nada. O Maneca usou o apito esperando uma resposta mas a mata ficou em silêncio. Tudo bem, ele já é grandinho e sabe se virar. Paramos em mais um rio para pegar água e descansar um pouco, nesse momento encontramos o Cassiba na margem do rio.


Reunimos novamente o quarteto e continuamos a caminhada sobre pedras e a altitude só aumentava. Nesse ponto a altitude era superior a 900 metros em relação ao nível do mar.



Novamente atravessamos os trilhos e chegamos nas ruínas da Casa do Ipiranga. Construída alguns anos depois da ferrovia para residência do engenheiro chefe da linha e posteriormente como clube de lazer e festas. Abandonada foi rapidamente destruída por vândalos. Próxima a casa, uma estufa feita com trilhos.


Assim era a Casa do Ipiranga.

Foto: Zig Koch


Ficamos ali descansando e esperando o grupo por mais de uma hora, mas a gente não sabia que eles estavam visitando mais "atrações" que passamos batido por não conhecer o lugar. Agora temos um motivo para voltar lá e fazer essa trilha novamente. Seguimos o caminho e pela nossa caminhada a gente iria chegar no final da trilha próximo ao anoitecer. Eu já estava muito cansado e com fome, acho que todos estavam por isso é que apertamos o passo.





A trilha passava entre duas montanhas, nesse momento chegamos no ponto mais alto da nossa caminhada, 1076 metros de altitude, depois uma descida suave relaxou um pouco as pernas.


Uma clareira indicava o caminho a ser seguido para quem iria descer a trilha, a expectativa de chegar no final foi assunto das nossas conversas por mais alguns quilômetros.



E com quase 8 horas e 18,2 km caminhados sobre pedras, chegamos no final da trilha. Eu estava exausto e com muita fome, mas satisfeito por ter completado o percurso e ter conhecido esse lugar maravilhoso.


Com certeza, vou ter que voltar aqui e fazer o caminho inverso, para ver algumas coisas que não consegui ver nessas oito horas no meio da mata. Paramos em um barzinho ali perto para comer um salgadinho e tomar uma gelada até o grupo chegar. A aventura continuou com a volta para casa.


Muito obrigado ao Sidnei pela excelente escolha na aventura e pelo translado Joinville - Curitiba. E quero agradecer ao Maneca e Cassiba, companheiros de aventura. Quem quiser ver mais sobre essa aventura é só visitar Natividade Aventuras Joinville. E para ver o caminho e saber onde fica é só baixar no GPS.

Confira minha caminhada no Garmin:

Confira minha caminhada no Strava: