quarta-feira, 15 de novembro de 2017

15/11/2017 - Morro do Cachorro - Blumenau - SC

Para esse feriado haviam muitas opções para eu aproveitar o belo dia de sol que estava previsto. Por isso gerou muitas dúvidas e indecisões nos grupos de "pedalamento" kkk. No dia anterior, às 22:00 hs ainda tinham discussões sobre o trajeto mais desafiador ou o roteiro mais bonito. Convidei o Cassiba para subir a Estrada do Rio Manso com a galera, mas ele já estava escaldado desse lugar e eu também queria explorar lugares novos. Foi aí que eu lembrei de um antigo desejo, conhecer o tal do Morro do Cachorro que fica no município de Blumenau, próximo a divisa com Massaranduba. Fiz um roteiro pelo interior, muita estrada de chão e muitos morros (fiquei sabendo disso depois). Calculei 150 km ida e volta e o Cassiba falou que talvez iria. Eu ainda tinha que esperar o tradicional "aborta" do amigo. Ás 6:00 hs da manhã eu estava esperando o Cassiba e por incrível que pareça ele chegou no horário.




O clima era agradável e a velocidade constante. Em menos de uma hora já estávamos na BR-280.




Acessamos a SC-108 e depois das morrebas continuamos nossa aventura pela estrada de chão.

Estrada Jacú-Açú, não entramos aqui hoje



Entramos na região de Putanga e atravessamos o rio com o mesmo nome. Nossa paisagem era limitada á arrozeiras e alguns morros. Chegamos no asfalto, agora é a SC-415, rodovia que liga Massaranduba a São João do Itaperiú. Ficamos apenas alguns minutos nela, pois o nosso negócio é explorar as estradas no meio do mato.




O Cassiba estava até comentando de talvez retornarmos por Luiz Alves, mas depois de alguns morros acabamos desistindo da ideia.



Assim como haviam muitas subidas, também aproveitamos o embalo das descidas. O sol começou a castigar e o clima ficou abafado.





Depois de algumas curvas o Cassiba avistou o Morro do Cachorro, alto, imponente e com várias antenas que dava para ver de longe. A gente já estava com sede e pior que só tinha riozinho de procedência duvidosa por perto. No "pé do cachorro", pedimos informação e ficamos sabendo que na subida do morro tem duas cachoeiras onde é possível abastecer nossas reservas de água, mas para isso é preciso subir. Logo no início a estrada põe medo, é íngreme e de pedras soltas, depois alivia um pouco só para enganar os aventureiros e volta a virar parede de novo. Cheguei na tal cachoeira, uma água limpa e geladinha que corria entre as pedras. Fiquei ali por alguns minutos.



Logo depois já tinha outra, mas essa parei só para tirar foto.


A estrada engana um pouco, tem até uns trechos de descida que fazem a gente esquecer que ainda falta subir mais. Não demora muito para voltar a realidade.


Depois de 47 minutos venci o Morro do Cachorro e pude ver a quantidade de mata que ainda temos na região. Também é possível ver a cidade de Blumenau e mais ao lado Massaranduba.






Depois do lanche, conversei com dois ciclistas da região que queriam saber mais sobre a minha pedalada. Infelizmente não vou lembrar os nomes deles, mas espero que eles achem esse post.


Teve mais um aqui querendo ser fotografado também.


Depois de muitas fotos e descanso resolvi descer. Conversei com o Cassiba e por unanimidade o retorno escolhido foi pelo asfalto da SC-108. Já era 11:35 hs e o sol castigava pra valer, junto com o bafo quente dos caminhões na subidinha da serra.



Colocamos um ritmo bom e fizemos revezamento para nos pouparmos e vencermos o vento contra que dava um sabor a mais no desafio. Chegamos em Massaranduba e fomos procurar algum lugar aberto para fazer um lanche.


Enquanto a gente não achava nada aberto eu fazia turismo pela cidadezinha que parecia estar abandonada.


Prefeitura de Massaranduba

Por sorte o Cassiba conhece tudo por aqui e encontramos um mercado aberto e conseguimos fazer nosso lanche.


A pegada continuou forte e quando avistamos a BR-280 foi um alívio, agora faltava pouco para chegar em casa. Mas passando por um "caldicana" não resistimos e fizemos mais uma parada para colocar um pouco de açúcar no sangue.


Essa rodovia do arroz parece não ter fim. Eu já conheço cada curva aqui e o tempo que eu levo para chegar em casa. Nessa hora o psicológico trabalha contra e eu só fico fazendo cálculos e pensando na próxima curva, no próximo morro arrggghhh, odeio fazer cicloturismo sobre pressão kkkk.


Vamu Cãossiba.
Chegamos no posto Vila Nova às 15:00 hs onde tomamos uma Coca geladinha e conversamos mais um pouco. Nos despedimos e já comecei a preparar o próximo roteiro para desbravarmos. Isso era uma coisa que eu sempre gostei de fazer, mas esse ano ficou em segundo plano já que me dediquei ao Campeonato Metropolitano. Meus pedais foram resumidos em planilha (que não consegui seguir muito) e treinos específicos. Mas pretendo voltar aos pedais de longa distância em 2018. Eu posso ter saído do cicloturismo, mas o cicloturismo nunca vai sair de mim. Obrigado e abraço a todos.

Confira minha pedalada no Garmin:


Confira minha pedalada no Strava:

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

02/11/2017 - Morro dos Perdidos - Guaratuba - PR

Depois de cinco anos voltei ao Morro dos Perdidos no estado do Paraná. Durante a semana recebi o convite do Cassiba e aceitei participar desse passeio desafiador. Acordei ás 3:00 hs da manhã para um café reforçado e fazer os últimos ajustes.


Saí de casa na companhia apenas da lua que iluminava parte do caminho.


Ás 4:00 hs eu estava no Pórtico de Joinville para encontrar outros cinco aventureiros. Saímos logo em seguida para pegar mais um companheiro em Pirabeiraba.


O clima estava agradável e a pedalada rendia. Tivemos que fazer uma parada para o conserto de um pneu furado e logo tocamos o bonde.



Paradinha rápida na ALS para um café quente grátis.


Logo depois começou a baixaria e tivemos que encarar a subida da serra. São raros os trechos de acostamento, mas a maioria dos motoristas dão passagem para nós.


Chegando próximo ao topo teve mais um pneu furado, mas agora o Wilson conseguiu tocar até na fazenda onde ele fez a troca e os reparos necessários.


A previsão do tempo nos enganou. Na serra estava bem frio, com vento e alguns chuviscos, tinha esquecido que nessas trips a gente tem que vir preparado para tudo. Fiz o lanche e comecei a subida.


A subida de 5,5 km é bem íngreme e sem trégua. A estrada em geral está boa, mas no final tem trechos que é necessário descer do cavalo.



A medida que ia subindo o vento uivava mais forte. Nuvens baixas passavam por mim em grande velocidade.


Parei um pouco para descansar atrás de um container, com a parada, passei frio. Fiz algumas fotos e resolvi descer.



Mais uma vez não tive a sorte que apreciar a linda paisagem do litoral, que dizem que é possível vislumbrar daqui. Mas mesmo assim valeu a pena retornar à esse lugar.


Depois da descida fizemos mais um lanche. Eu e o Cassiba voltamos com o objetivo cumprido e a descida da serra teve muita adrenalina. As 13:00 hs já estava almoçando em casa. Os outros ciclistas resolveram dar uma apimentada no passeio e fizeram mais alguns quilômetros. Muito obrigado!

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