domingo, 26 de novembro de 2017

26/11/2017 - 11º Desafio Márcio May

Assim que abriram as inscrições para esse desafio, já combinamos de formar uma caravana para Rio do Sul. Mas ao ver os preços das inscrições, tivemos muitas baixas. Eu também já tinha abortado, pois não tem graça ir sozinho, além de sair caro. Mas o campeão Márcio May ouviu nossos mimimi e lançou uma opção de kit mais barata. Era o que precisava para alguns dos desistentes confirmarem a presença. Essa será minha sexta participação consecutiva nesse desafio. Todo ano esse é o desafio que encerra as competições do ano. No sábado que antecedia o evento eu e o Flavio saímos de Joinville e o Pelinha já estava na estrada pois tinha saído de Chapecó. Início da tarde, já em Rio do Sul, nos encontramos na casa da dona Tereza, mãe do Pelinha, e colocamos o papo em dia. Logo saímos em direção ao Supermercado Nardeli onde estava acontecendo as entregas dos kits.



Enquanto o Pelinha reencontrava os amigos de infância, eu e o Flavio visitamos alguns standes.


O Flavio aproveitou para testar uma fat bike e gostou bastante, disse que será seu próximo investimento kkk.


No stande ao lado, quatro lendas do ciclismo colocavam o papo em dia. Todos já participaram de olimpíadas que somadas são onze participações.

Daniel Rogelin, Márcio May, Murilo Fischer e Hernandes Quadri Júnior
Também estavam lá feras do Mountain Bike da região como: Alair Xavier, Diego Gabrislosviski e Alexandre Robson da Silva.

Pegamos nossos kits e fomos fazer as compras para a janta. Minha intenção era dormir cedo.

Rio do Sul amanheceu com chuva. Começou a correria para trocar o óleo da corrente, capa de chuva, manguito, sacola e etc. Meia hora antes de sairmos de casa a chuva parou e o sol começou a espiar entre as nuvens. Encontramos o Marcelo que também veio de Joinville.



Alinhamos para a largada, parecia que a corrida seria quente, em todos os sentidos. O número de inscritos foi bem menor que as outras vezes, mas isso não tira a tensão da prova.


Dada a largada eu e o Flavio tentamos ficar na frente do pelotão. Essa parte da largada neutralizada sempre é muito perigosa, o importante é não se envolver em acidentes.

Na subida da serra a peneira funcionou bem, o grupo que o Flavio estava deu uma esticada e acabei ficando para trás, logo passou o Marcelo subindo muito rápido, sem chance de eu ir na roda dele. Nas últimas curvas tentei alcançar alguns atletas mas não consegui, não estava bem treinado como gostaria. Desci a serra e alguns acidentes faziam eu perder tempo. Eu ainda tinha esperança de encontrar alguém para trabalhar no revezamento. Um forte vento impedia de eu progredir mais, mas ao mesmo tempo não via ninguém chegar em mim. E assim fiz um contrarrelógio de 30km, tendo como adversários diretos eu mesmo e o vento. Cheguei exausto e assim que parei a bike me joguei no chão.


Completei o percurso em 1:58'31" hs conquistando a 6ª colocação na categoria.



O Flavio foi muito bem e nas curvas finais teve caimbras que impediram ele de ir para o sprint, mesmo assim conquistou a 2ª colocação na categoria. O Marcelo também ficou em 2º lugar na mesma categoria que eu.

Voltamos para a casa da dona Tereza para tomar um banho e almoçar. A tarde começou a premiação e sorteio de brindes.

Flavio: 2º lugar MTB 60km sub 30
Marcelo: 2º lugar MTB 60km master 35-39

Assim foi mais um ano de Desafio Márcio May, espero estar aqui novamente no próximo ano. Abraços.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava:

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

15/11/2017 - Morro do Cachorro - Blumenau - SC

Para esse feriado haviam muitas opções para eu aproveitar o belo dia de sol que estava previsto. Por isso gerou muitas dúvidas e indecisões nos grupos de "pedalamento" kkk. No dia anterior, às 22:00 hs ainda tinham discussões sobre o trajeto mais desafiador ou o roteiro mais bonito. Convidei o Cassiba para subir a Estrada do Rio Manso com a galera, mas ele já estava escaldado desse lugar e eu também queria explorar lugares novos. Foi aí que eu lembrei de um antigo desejo, conhecer o tal do Morro do Cachorro que fica no município de Blumenau, próximo a divisa com Massaranduba. Fiz um roteiro pelo interior, muita estrada de chão e muitos morros (fiquei sabendo disso depois). Calculei 150 km ida e volta e o Cassiba falou que talvez iria. Eu ainda tinha que esperar o tradicional "aborta" do amigo. Ás 6:00 hs da manhã eu estava esperando o Cassiba e por incrível que pareça ele chegou no horário.




O clima era agradável e a velocidade constante. Em menos de uma hora já estávamos na BR-280.




Acessamos a SC-108 e depois das morrebas continuamos nossa aventura pela estrada de chão.

Estrada Jacú-Açú, não entramos aqui hoje



Entramos na região de Putanga e atravessamos o rio com o mesmo nome. Nossa paisagem era limitada á arrozeiras e alguns morros. Chegamos no asfalto, agora é a SC-415, rodovia que liga Massaranduba a São João do Itaperiú. Ficamos apenas alguns minutos nela, pois o nosso negócio é explorar as estradas no meio do mato.




O Cassiba estava até comentando de talvez retornarmos por Luiz Alves, mas depois de alguns morros acabamos desistindo da ideia.



Assim como haviam muitas subidas, também aproveitamos o embalo das descidas. O sol começou a castigar e o clima ficou abafado.





Depois de algumas curvas o Cassiba avistou o Morro do Cachorro, alto, imponente e com várias antenas que dava para ver de longe. A gente já estava com sede e pior que só tinha riozinho de procedência duvidosa por perto. No "pé do cachorro", pedimos informação e ficamos sabendo que na subida do morro tem duas cachoeiras onde é possível abastecer nossas reservas de água, mas para isso é preciso subir. Logo no início a estrada põe medo, é íngreme e de pedras soltas, depois alivia um pouco só para enganar os aventureiros e volta a virar parede de novo. Cheguei na tal cachoeira, uma água limpa e geladinha que corria entre as pedras. Fiquei ali por alguns minutos.



Logo depois já tinha outra, mas essa parei só para tirar foto.


A estrada engana um pouco, tem até uns trechos de descida que fazem a gente esquecer que ainda falta subir mais. Não demora muito para voltar a realidade.


Depois de 47 minutos venci o Morro do Cachorro e pude ver a quantidade de mata que ainda temos na região. Também é possível ver a cidade de Blumenau e mais ao lado Massaranduba.






Depois do lanche, conversei com dois ciclistas da região que queriam saber mais sobre a minha pedalada. Infelizmente não vou lembrar os nomes deles, mas espero que eles achem esse post.


Teve mais um aqui querendo ser fotografado também.


Depois de muitas fotos e descanso resolvi descer. Conversei com o Cassiba e por unanimidade o retorno escolhido foi pelo asfalto da SC-108. Já era 11:35 hs e o sol castigava pra valer, junto com o bafo quente dos caminhões na subidinha da serra.



Colocamos um ritmo bom e fizemos revezamento para nos pouparmos e vencermos o vento contra que dava um sabor a mais no desafio. Chegamos em Massaranduba e fomos procurar algum lugar aberto para fazer um lanche.


Enquanto a gente não achava nada aberto eu fazia turismo pela cidadezinha que parecia estar abandonada.


Prefeitura de Massaranduba

Por sorte o Cassiba conhece tudo por aqui e encontramos um mercado aberto e conseguimos fazer nosso lanche.


A pegada continuou forte e quando avistamos a BR-280 foi um alívio, agora faltava pouco para chegar em casa. Mas passando por um "caldicana" não resistimos e fizemos mais uma parada para colocar um pouco de açúcar no sangue.


Essa rodovia do arroz parece não ter fim. Eu já conheço cada curva aqui e o tempo que eu levo para chegar em casa. Nessa hora o psicológico trabalha contra e eu só fico fazendo cálculos e pensando na próxima curva, no próximo morro arrggghhh, odeio fazer cicloturismo sob pressão kkkk.


Vamu Cãossiba.
Chegamos no posto Vila Nova às 15:00 hs onde tomamos uma Coca geladinha e conversamos mais um pouco. Nos despedimos e já comecei a preparar o próximo roteiro para desbravarmos. Isso era uma coisa que eu sempre gostei de fazer, mas esse ano ficou em segundo plano já que me dediquei ao Campeonato Metropolitano. Meus pedais foram resumidos em planilha (que não consegui seguir muito) e treinos específicos. Mas pretendo voltar aos pedais de longa distância em 2018. Eu posso ter saído do cicloturismo, mas o cicloturismo nunca vai sair de mim. Obrigado e abraço a todos.

Confira minha pedalada no Garmin:


Confira minha pedalada no Strava: