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sábado, 19 de março de 2016

19/03/2016 - Morro do Saco - Pomerode - SC

Depois de alguns meses, resolvemos voltar para esse incrível lugar que fica nas alturas de Pomerode. Em agosto do ano passado eu, Maneca e Flavio fizemos a escalada desse morro pela face norte. Falando com alguns ciclistas da região, ficamos sabendo que a subida pela face sul é bem mais desafiadora. Naquele mesmo dia combinamos de um dia voltar lá e conferir isso pessoalmente. Então esse dia chegou, o Maneca convidou alguns ciclistas e eu, Fabiano e Cassiba aceitamos o desafio. Ás 5:00 hs da manhã já estávamos na BR-101 aguardando o Cassiba que estava atrasado como sempre.


Além disso passou do ponto de encontro e ficou esperando a gente em cima do morro.


Fazia tempo que eu não pedalava com o Maneca e o Cassiba novamente, mas sabia que aqui não tem cicloturismo, o ritmo é de competição.


Antes da BR-280 diminuí o ritmo pois pensei que duas meninas queriam pegar água no posto, no fim tocaram direto e eu sofri para me encaixar no pelote novamente. O Fabiano também já estava com dores no joelho. Então falei que a gente não precisa disso, podemos fazer um ritmo forte mas sem sofrimento. Os outros dois dispararam na frente.


Chegando no trevo da rodovia do arroz o dia amanhecia.


Ao cruzar Jaraguá do Sul vimos os dois na prefeitura, mas resolvemos parar somente na gruta da serra de Jaraguá.







Alguns minutos depois chegaram o Maneca e o Cassiba. Quem precisava pegar água pegou.



Subimos o restante da serrinha e depois descemos a mais de 60 km/h. Depois pedalamos forte até o portal onde é o nosso lugar preferido para o lanche.




Coca-Cola já? Assim a gente fica mal acostumado.


O coordenador da nossa aventura começou a fazer questionamentos sobre o trajeto e já percebi que teríamos surpresas antes do objetivo principal.



Entramos em uma lateral e começamos a desbravar o lugar quando achei melhor fazer uma consulta ao mapa e tirar a dúvida. Logo achamos nosso caminho.





Na rua que dá acesso ao Morro do Saco fizemos uma pequena parada para analisarmos a situação.





O sol não estava ajudando muito mas não podemos reclamar, afinal esses lugares ficam muito mais bonitos de se observar com sol e céu limpo.



Logo o asfalto acabou e agora é na estrada de chão. As casas com belos jardins, criação, lavouras e água corrente fazem a gente pensar que por aqui o tempo passa mais devagar.









Joga marcha pra cima que vai começar a baixaria.




A primeira "pegada" já foi forte, parei na primeira bica d'água para encher as garrafinhas e fiquei aguardando os amigos enquanto retomava as forças.








Mais uma "pegada" e esse morro ficava cada vez mais íngreme. Começamos a encontrar outros ciclistas também treinando por aqui.






Cada riozinho passando ao lado da estrada era motivo para uma parada e um pequeno banho. Mas o morro ainda não terminou.






Alguns litros d'água e metros de inclinação depois, chegamos no no nosso objetivo. O topo do Morro do Saco.


Daqui é possível avistar as antenas do Morro Schmidt.

Morro Schmidt

Pomerode


Nossa aventura continua pela Estrada Carolina e para chegar lá é preciso descer pelo outro lado e cortar um pedacinho de Rio dos Cedros.

Rio dos Cedros




Já na Estrada Carolina o Cassiba estava desmontando a roda com suspeita de furo no pneu. Mas ele acabou só dando uma calibrada e tocamos o bonde. O bom é que essa estrada tem mais uma subidinha.





A gente suava mais que cavalo e sofremos igual cachorro abandonado, já tinha gente com sede e todos com muitas dores.




Paramos em um boteco para fugir do calor e tomar mais uma Coca, uma cervejinha sem álcool também caiu bem.



Era meio dia em ponto quando pegamos a estrada novamente. Querem moleza? Botem a bunda no selim e pedalem seus cães sarnentos. Aqui não tem mimimi rsss.


Mesmo com todas essas adversidades o Cassiba continuava impondo o ritmo forte e o nanico ia na cola dele. Logo sumiram novamente.





Chegamos na Malwee, mais um lugar que se tornou ponto de parada para nós. Lá encontramos o Cassiba trocando a câmara.




Me preocupava um pouco o vento contra para atravessar Jaraguá do Sul, eu até tinha um restinho de forças para ajudar no revezamento, mas parecia que a locomotiva Cassiba estava confortável, então não quis atrapalhar o momento dele kkkk.



Por sorte mais uma paradinha para escapar do calor. Ingerimos um energético para a última pernada.


Na BR-280 o ritmo não diminuiu. O Maneca e o Fabiano tentavam chegar em um acordo sobre o retorno, pois eu e o Cassiba voltaríamos pela rodovia do arroz. Enfim todos resolveram voltar pela rodovia do arroz.


Logo nos primeiros quilômetros meu pneu esvaziou vítima de um cavaco. A troca foi rápida e logo estávamos rodando novamente.



Nesse momento uma tempestade se aproximava, o que me deixa um pouco apreensivo e preocupado. Choveu um pouco e ventava bastante.


Comecei a perder contato com o pelotão e senti minha bike pesada. Olhei para baixo o pneu estava meio vazio mas achei que talvez eu não tivesse enchido o suficiente. Demorou para eu perceber que o pneu estava furado. Tentei gritar com o pessoal mas eles já estavam longe.

Cata lixo


Fiz a troca o mais rápido possível pois a tempestade se aproximava. Assim que retomei a pedalada o Fabiano e o Maneca estavam voltando para me encontrar. Retomamos o ritmo e na ponte do Rio Piraí me despedi dos dois. Era possível ver as descargas elétricas ao lado e o vento aumentava.


Assim que cheguei em casa começou a chover. E chuva forte, com tudo o que tem direito: raios, ventos e muito barulho. Só rezava para que meus amigos também tivessem a mesma sorte. Esse foi mais um desafio superado e podemos dizer também que é um lugar novo. Muito obrigado Maneca, Cassiba e Fabiano por esse excelente dia de aventura. Até a próxima.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava: