domingo, 15 de setembro de 2019

15/09/2019 - 3ª Etapa Copa Soul de Mountain Bike

A terceira etapa da Copa Soul aconteceu na cidade de Ituporanga. Dessa vez não deu para sair antes. O Ernandes teve um compromisso no sábado e o jeito foi sair na madrugada de domingo. Saímos com chuva e depois de duas horas de viagem chegamos no nosso destino.


Fomos pegar nossos kits e ainda deu tempo de tomar um cafézão oferecido pela organização. Preparamos as bikes e fizemos um breve aquecimento. Fomos para o alinhamento, pois aqui o pessoal gosta de dormir no grid. Tinham muitos atletas, pois essa etapa também era válida para o ranking catarinense e ranking brasileiro. Larguei na categoria pró, foi bem tenso nesse início de prova.


A maioria do pessoal ainda não sabe o que significa uma "largada neutralizada" e fazem loucuras para ganhar algumas posições. Assim que o carro madrinha saiu da frente já teve o primeiro acidente e nesse eu escapei por pouco.


Não demorou muito para subirmos o primeiro morro do dia, morro foi o que não faltou nessa prova. A medida que a prova avançava o pelotão ia se dispersando.


Começou a chover novamente e alguns trechos ficaram bastante escorregadios. Comecei a ter problemas novamente com as marchas e não conseguia fazer a bike render do jeito que eu queria. Faltando uns 10km para terminar a prova fiquei bastante cansado fisicamente e mentalmente.


É muito frustrante quando você sabe que pode ir melhor, mas as condições não ajudam. terminei a prova em 11º lugar na categoria, mesma colocação do Ernandes na categoria sport.


Depois conseguimos achar uma torneira para nos lavarmos um pouco e deu até para lavar as bikes. Ficamos para o sorteio, mas hoje não era nosso dia de sorte.


Mesmo assim só temos a agradecer, pois não nos machucamos, rimos bastante e adquirimos mais experiência para as próximas etapas. Muito obrigado e até dezembro em Itajaí.

Confira a minha pedalada no Garmin:

Confira a minha pedalada no Strava:

domingo, 1 de setembro de 2019

01/09/2019 - Desafio da Cevada

A minha intenção não era participar de uma prova essa semana, mas o Ernandes foi sorteado com uma inscrição para o Desafio da Cevada de MTB em São Bento do Sul e ficou fazendo pressão para eu participar também. Então fiz minha inscrição.

No dia da prova, fui até a casa do Ernandes, caia uma garoa fina e estava frio. Subimos a serra na esperança do tempo melhorar, mas não foi o que aconteceu. No acesso ao local do evento percebemos a estrada bem molhada, sinal que choveu muito por aqui e a previsão era de mais chuva.

Chegamos cedo, estacionamos o carro e começamos a arrumar os equipamentos. Por sorte ainda não chovia.



Fizemos um breve aquecimento e fomos para o grid de largada. Uma fina garoa começou a cair.




Dada a largada o pessoal saiu em disparada, a pista era estreita e logo já vinha uma subida. Com 5 minutos de prova a chuva veio pra valer e trouxe junto uma bela de uma trovoada. Entramos em uma área de reflorestamento, o dia virou noite e os raios iluminavam brevemente a estrada enlameada, enquanto o som dos trovões ecoavam pela floresta.


Demorei para aquecer. Com 15km de prova consegui encaixar meu ritmo, me sentia bem na bike e comecei a ganhar posições. Tinham muitas subidas e algumas bem íngremes, nesses momentos comecei a ter problemas com as marchas. Elas não estavam funcionando bem nas montanhas mais duras. Encontrei o Ernandes e achei que poderíamos nos ajudar no restante da prova. Entramos em uma trilha e começamos a descer. De repente percebi que estava sem o freio traseiro e quase fui para o barranco. Dali em diante, minha prova acabou e ainda faltavam 70km para concluir.

A chuva deu uma trégua, mas o sobe e desce da região não. Em uma trilha com bastante pedras meu pé soltou do pedal e eu caí. Bati com o ombro mas não foi nada de grave. Depois veio trechos de argilas, muito escorregadios e eu só estava com o freio dianteiro. Nessas horas o Ernandes já estava longe e eu tentava me equilibrar em cima da bike.


Apesar da chuva, as trilhas estavam bem boas para a prática o mountain bike. Todas pedaláveis e algumas com um adicional a mais, como por exemplo a travessia de pequenos rios. Eu já estava exausto e as marchas continuam com problemas. Nos últimos quilômetros passamos por uma fazenda e daí sim tivemos que empurrar a bike. O pasto ficou encharcado.



Terminei a prova com 5:48 hs bem desgastado e a bike também. Encontrei o Ernandes morrendo de frio e eu fui me lavar em uma torneira ali perto. O Ernandes já queria ir embora, mas eu fui dar uma olhada na classificação e para a surpresa dele ainda pegou o 3º lugar na categoria.



Depois foi hora de levantar acampamento, contar histórias e fazer o balanço dos prejuízos kkkk. Na verdade é investimento em diversão e qualidade de vida.



Abraços e até a próxima.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava:

domingo, 25 de agosto de 2019

25/08/2019 - Maratona Internacional de Florianópolis

Foram dias e noites de treinos para enfrentar esse desafio. A minha primeira maratona foi estrategicamente planejada para ser em Florianópolis, devido ao baixo relevo do percurso. Treinei para terminar a prova, curtir, aproveitar e me divertir. O sábado chegou e aquela ansiedade já tomava conta do corpo e dos pensamentos. Passei na casa do Flavio e partimos para a capital de Santa Catarina. O trânsito estava bem tranquilo, até mesmo na grande Florianópolis e na ponte de acesso à ilha. Assim que chegamos, nos direcionamos para a loja da Decathlon onde seria feita a entrega dos kits. Conforme nos aproximávamos do local o trânsito ia se intensificando. Resolvemos passar reto do local e estacionar em um estabelecimento ao lado, onde tinham várias vagas disponíveis. A fila dava a volta no estacionamento da loja.



Uma hora e meia depois conseguimos sair da Decathlon com os kits na mão. Compramos algumas frutas da feirinha ao lado e fomos almoçar no shopping que ficava perto. Depois do almoço fomos procurar nossa pousada que ficava bem perto da largada da maratona. Estacionamos o carro em uma praça pública que pertence ao museu de armas começamos a caminhar para cima e para baixo nas vielas estreitas da região e nada de achar a pousada. Até que perguntamos para um senhor sobre a pousada e ele avisou que o Sr. Cláudio já estava nos esperando. Descemos algumas pedras e depois caminhamos um pouco na areia, passamos por baixo da ponte Hercílio Luz e finalmente encontramos a pousada. Um lugar bem simples, mas aconchegante e a vista era incrível.








Nos acomodamos no nosso quarto. O banheiro, sala e cozinha são compartilhados. Conhecemos um baiano que estava hospedado e também iria correr a maratona. Saímos para conhecer as redondezas. Fomos visitar o forte e fazer uma caminhada pela Beira Mar Norte.




O que nos chamou atenção aqui foram as bicicletas e patinetes compartilhados, coisas que ainda não temos em Joinville.


Voltamos para a praça para apreciar o pôr do sol.


Um vento sul começou a soprar e esfriou esse fim de tarde. Para esquentar, fui até na pousada para fazer um cafezinho.




A noite caiu e saímos para fazer um lanche. Jantamos cedo para dormir cedo. Voltamos para a pousada e fomos dormir. Nosso quarto ficava bem pertinho do mar e o barulhinho de onda trazia sossego e tranquilidade. A noite foi tranquila, descansei bem. O baiano acordou a gente às 3:50hs. Tomei um café da manhã reforçado e às 5:00hs fomos caminhando até o local da largada. Estava frio, mas não o bastante para se preocupar. Corremos para aquecer e fomos para o nosso portão de largada.


Largamos às 6:10hs, foi emocionante ver aquela quantidade de pessoas todas juntas saindo para um mesmo objetivo.


Seguimos na direção sul e acessamos a ponte Colombo Salles para chegar no continente e percorrer a Beira Mar Continental.



Eu e o Flavio seguimos no mesmo pace, 5:30 min/km. O sol começou a dar sinal que iria aparecer, mas logo se escondeu entre as nuvens. No retorno do continente fechamos nossos primeiros 10km. O corpo ainda estava bem.


O único problema foi uma vontade enorme de fazer xixi. Comecei a me segurar e procurava um lugar para dar uma aliviada. Atravessamos a ponte Pedro Ivo Campos em direção à ilha novamente e no quilômetro 14 haviam banheiros químicos onde pude fazer uma parada de emergência. O Flavio seguiu em direção ao túnel. Agora eu estava mais leve e tranquilo.


Apertei o passo e no final do túnel alcancei o Flavio para continuarmos nossa maratona. Fizemos o retorno quase no Pântano Sul e fechamos os 21km, meia maratona em menos de 2 horas. Até o momento estava tudo tranquilo. Peguei alguns gels e sachês de sal para complementar a hidratação.


Próximo do quilômetro 30 o cansaço psicológico começou a bater. Comecei a fazer gestos e cumprimentar os fotógrafos para ver se a ansiedade passava. Outra coisa que abalou um pouco foi passar ao lado da chegada e pensar que ainda faltavam 10 km para terminar a prova. Teve um momento que o Flavio ficou um pouco para trás. Eu ia acompanhando onde ele estava, mas no próximo ponto de hidratação eu perdi ele. Olhei para trás e não o via mais. Fizemos outro retorno, agora era a reta final. Vi o Flavio caminhando do outro lado da avenida e falei alguma coisa para ele, agora não vou lembrar o que foi. Eu continuei com o meu passo, na esperança que ele estaria repondo as energias.


Nos últimos 5 km o sol resolveu aparecer e o cansaço também. É uma briga física e emocional muito grande. Por sorte eu não sentia dor, mas o desgaste físico era grande. Visualizei o portal de chegada e o pessoal começava a dar incentivos para terminar a prova.


Corri os 42.195 metros em 3:58 hs. Logo depois de passar pelo portal eu não consegui nem caminhar direito. Ficava dando pulinhos no mesmo lugar tentando achar uma maneira de trocar os passos mais lento.


Fiquei esperando o Flavio por alguns minutos e logo ele chegou para comemorarmos juntos nossa primeira maratona.


Pegamos algumas frutas e nos hidratamos e começamos a caminhar em direção a pousada. Foram momentos difíceis. O corpo esfriou e os músculos começaram a contrair. A sensação dessa caminhada foi bem estranha e dolorosa. Chegamos na pousada e o Sr. Cláudio já estava fazendo o almoço. Ele fez questão de tirar umas fotos.



Relaxamos e ficamos contando tudo o que aconteceu durante a prova. Logo chegou o baiano e aí sim tivemos histórias para ouvir e contar. Rimos e aproveitamos bastante esse momento.


Depois do almoço, fui descansar no quarto ouvindo o barulhinho do mar. Logo depois nos despedimos do Sr. Cláudio e da ilha de Florianópolis.


Foi uma experiência incrível, quem sabe um dia volto a fazer uma maratona novamente.

Abaixo segue um vídeo da maratona feito pelo Flavio.


Muito obrigado e até a próxima.

Confira minha corrida no Garmin:

Confira minha corrida no Strava: