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sábado, 25 de junho de 2016

25/06/2016 - Morro Azul - Timbó - SC

Depois de várias tentativas de visitar esse lugar, dessa vez deu certo. O Maneca me intimou para marcar a data e fazer os convites. A previsão era para tempo nublado e muito frio ao amanhecer e entardecer. Mesmo com poucas possibilidades de termos uma visão da paisagem do alto do morro, arriscamos. Acordei ás 4:00 hs sem energia elétrica e tive que fazer tudo com a ajuda de uma lanterna. Ás 5:00 hs da manhã eu já estava na estrada, o bairro Vila Nova e a rodovia do arroz continuavam no escuro. Segui rumo á BR-280 para encontrar o Maneca. Um nevoeiro forte pairava sobre a pista e no alto a lua tentava iluminar um pouco o meu caminho.



Chegando na região de Brüderthal ouvi um som que vinha do pneu, parei e localizei uma taxinha miserável que quase atrasou o meu cronograma. Tirei ela e nada de mais aconteceu. Ufa!!


Cheguei no trevo de encontro dos ciclistas e o Maneca ainda não tinha chegado. Esperei por uns 5 minutos até ver a luz da bike do nanico descendo o morro.



Conversamos, tiramos mais algumas fotos e lá se foram mais de 10 minutos. Chegamos em Jaraguá do Sul ainda de noite e quando estávamos saindo da cidade o dia amanheceu.



Hora de enfrentar a primeira serrinha do dia.



Fizemos a tradicional parada na capelinha para pegar água e descansar um pouco. Para a nossa surpresa um casal montou uma barraquinha ali e já estavam servindo pinhão. Ficamos do lado do fogo saboreando um delicioso pinhão para subir o restinho da serra.



Continuamos nossa jornada, a descida da serra foi frenética e fizemos mais uma paradinha no portal para o lanche. O cronograma já estava atrasado em uma hora e a pedalada nem começou.



Para chegar no nosso objetivo era necessário passar por um pedacinho de Rio dos Cedros e logo em seguida Timbó. Mas no meio do caminho tinha uma placa do Morro da Turquia e eu convenci o Maneca para subir esse morro também. Falei que era bem curtinho e fácil, nem era tão íngreme e a altimetria era parecida com a do mirante do Boa Vista.



Ainda falei que na descida a gente ia pegar um atalho e ia sair lá na frente no asfalto. Depois de toda essa ladainha, o importante foi que ele acreditou e foi indo logo na frente, mas não demorou muito para eu passar ele e ficar longe, porque se eu ficasse perto ele ia me bater kkkk.




As primeiras subidas já são bem pesadas, mas logo a estrada virou uma parede e comecei a ouvir o Maneca me xingando kkkk. Eu só ria e continuava pedalando.






Cheguei no topo, onde a vista não era muito privilegiada, e logo em seguida chegou o Maneca com cara de poucos amigos. Também chegou um senhor que sobe esse morro a cada duas semanas desde lá de baixo e ele já está com 93 anos. O nome dele é Mario Perini. Isso sim é aproveitar cada momento e não ficar parado aguardando as coisas acontecerem.






Nos despedimos do Sr. Mario e fomos um pouco mais abaixo onde tem um pequeno mirante.



Na descida eu estava a quase 60 km/h e tinha um bando de galinhas no meio da rua. Quase passei por cima de uma, outra bateu na minha perna e uma vou por cima da roda da bike kkkk foi pena pra todo lado. Depois o Maneca passou voando morro abaixo e pegamos o tal atalho que eu tinha falado pra ele e saímos no asfalto novamente uns 700 metros da entrada que subimos, kkkkk, ele queria me matar.


No asfalto a gente tinha que fazer o bagulho render, pois o nosso cronograma estava ainda mais atrasado. O sol resolveu secar um pouco nossas roupas e espantou o nevoeiro.






Chegamos. Agora mais alguns morros até o topo.



Seguimos a estrada em busca de uma bica de água para encher as garrafas.


Outra tifa que precisamos conhecer. Hoje seguimos o caminho contrário.


Agora o clima esquentou e tive que tirar os pernitos e bandana para refrescar um pouco. Achamos uma bica da água com procedência bem duvidosa, mas a sede era maior e vai essa mesmo.






No portal do Morro Azul ficamos mais um tempo, ainda mais que achamos uma goiabeira carregada e aproveitamos.






O bagulho começou a ficar bem louco e algumas placas já botavam mais medinho na gente.




Estava subindo um pouco na frente quando levei um susto de um barulho vindo do mato. Parei e desci da bike para observar e flagrei alguns macacos se alimentando e bebendo água das bromélias.



Depois não consegui mais pegar o embalo para continuar a pedalada e empurrei o restinho da subida que ainda faltava.


Fomos até as antenas e depois no outro lado um extenso gramado onde o pessoal estava praticando parapente.










Agora sim a vista era privilegiada. A gente conseguia ver Timbó, Pomerode e Blumenau.











Já era 12:45 hs, hora do almoço. Olha o tamanho do X-Tudo do Maneca, maior do que ele.


O nanico ainda perdeu suas luvas, mas por sorte um bondoso guarda florestal estava com seu quadriciclo, foi procurar as luvas e achou.


Hora de dar tchau, solta os freios que parada agora é só antes da serra de Pomerode.

Parada para uma Coca-Cola antes de subir a serra.

Amo muito tudo isso.

Saudades da minha speed agora. SQN.
Cruzamos Jaraguá do Sul com aquele tradicional vento contra.



Em Guaramirim tivemos que fazer a última parada no nosso boteco favorito para um energético. Agora pode. Se o cronograma não estivesse atrasado a gente ia jogar uma sinuca.


Ás 16:40 hs nos despedimos no mesmo trevo onde nos encontramos há quase 11 horas atrás.


Antes de sair não pude deixar de fazer o registro do Morro Boa Vista.


O pedal estava rendendo bem e o sol ia se despedindo. Consegui chegar em casa 10 minutos antes do previsto.

Mais um lugar desbravado e superado que vai ficar para sempre nas minhas lembranças. Muitos desafios, risos e pessoas que conhecemos. Muito obrigado Maneca pela parceria. Qual é o próximo desafio? Abraços.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava: