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domingo, 28 de abril de 2013

28/04/2013 - Castelo dos Bugres

Hoje realizei um antigo desejo, conhecer a região do Castelo dos Bugres. Depois de tantas tentativas até que enfim deu certo. O Maneca me convidou para esse passeio e lógico que eu topei na hora. Dessa vez tinha que dar certo. Ás 6:00 hs ele já estava em frente da minha casa me esperando, inquieto como sempre. A manhã estava um pouco fria e não havia nuvens no céu. Subimos a serra Dona Francisca e deixamos o carro na lanchonete do Sr. Waldemar.



Andamos pelo asfalto até o início da trilha nova, o Maneca que conhece bem a região foi na frente.
Logo a trilha se fechou e começaram a aparecer os primeiros obstáculos.

O Maneca caminhava em um ritmo acelerado, como sempre o cronograma não pode atrasar. O sol já começava a iluminar a mata e paramos sob umas pedras para tomar uma água.


Pra variar o Maneca trouxe pouca água e no primeiro rio que passamos ele aproveitou para encher as suas garrafinhas.

Com aproximadamente 50 minutos de caminhada chegamos no Castelo dos Bugres. Ficamos apreciando a paisagem e tirando várias fotos.

Mas quem sai com o Maneca sabe que ele tem que ir até o limite. Naquela região o limite era a pedra que estava do nosso lado e que já deixaram nela uma corda para a subida. Então decidimos subir a pedra e fazer um lanche mais sossegado e vendo a paisagem lá de cima da pedra. O resultado foi esse:


O pico mais alto da esquerda é o Pico do Jurapê e o da direita é o Morro Pelado.

Descemos da pedra e o Maneca ainda subiu outra, agora não tinha corda. Eu como tenho medo de altura e pouca experiência nesse assunto, preferi deixar o Maneca ir sozinho.
Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior

Depois o Maneca desceu e resolvemos ir brincar em outro lugar. Agora o desafio era passar entre as fendas das rochas. Primeiro em uma fenda vertical, depois na fenda horizontal onde a gente teve que ralar a barriga e as costas na rocha.


Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior


Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior

O passeio estava bom e o Maneca estava se divertindo como criança em um playground. Subia nas pedras pulava, saltava de uma pedra pra outra. Mas chegou a hora de ir embora e durante o retorno o Maneca resolveu voltar pela trilha antiga. Por mim tudo bem pois o Maneca conhece tudo nessa região.


Enfrentamos alguns obstáculos pela trilha como árvores caídas e mata muito fechada, nada como um desvio rápido para pegar a trilha novamente. Quando o Maneca dava alguma sugestão de trajeto eu sempre dava uma espiadinha no GPS pra conferir he he.
Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
Caminhamos mais um pouco e chegamos na bifurcação da trilha do Morro Pelado e Castelo dos Bugres.
Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior

Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
O caminho até na rodovia é curto, já é possível ouvir os carros passarem subindo e descendo a serra. Fim da trilha e meu batismo no montanhismo estava feito.

Chegamos novamente na lanchonete do Sr. Waldemar e mais carros já estavam estacionados. Novamente o cronograma foi cumprido e antes das 11:00 hs já estava em casa. Muito obrigado ao meu guia Maneca que me convidou e guiou nesse passeio muito prazeroso. Espero fazer mais vezes e conhecer novos lugares.
Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior

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segunda-feira, 22 de abril de 2013

22/04/2013 - Corrida Treino 10K

Hoje aproveitei que tenho só a última aula na facul e decidi fazer um treino de corrida, já pensando na corrida Run For You. Meu parceiro de aventuras Maneca também estava meio enferrujado nas corridas. No sábado, enquanto a gente subia a Estrada do Rio Manso, falei pra ele que a gente ia fazer um treininho. Ele topou, então hoje saí do trabalho e fui para a casa do Manecão. Cheguei lá e ele ainda não tinha chegado, mas a Priscila me convidou para entrar e esperar um pouco. Em poucos minutos o Maneca já estava em casa e com a bateria carregada, como sempre: "Vamo, vamo, tu não tá pronto ainda? Vamo corre". Já coloquei os apetrechos para a corrida, mas antes uma foto com a super câmera do Maneca que tem efeitos especiais.
Preparei o GPS para fazer um acompanhamento da elevação, já que o Maneca antecipou que teria uns morrinhos e saímos. E ele tinha razão, logo no início 50 m de elevação na estrada de chão é bem puxado e já comecei a sentir a minha perna. Já faz algum tempo que essa dorzinha vem me incomodando, nos pedais e na corrida. O trajeto é meio perigoso, ainda mais na rua Santa Catarina onde o movimento de veículos e pessoas estava intenso. Fizemos a primeira volta em 24 minutos e partimos para a segunda. Conforme o Maneca, cada volta dá 5 km. A segunda subida do morro foi para acabar de vez com a minha perna, senti uma fisgada próximo ao joelho e comecei a correr mancando um pouco. Falei pro Maneca ir e fazer o ritmo dele, mas ele preferiu me acompanhar. A dor estava aumentando e resolvi não forçar mais. Fechamos a última volta em aproximadamente 52 minutos. Depois tomamos um Gatorade e eu, bem folgado, tomei banho e café na casa do Maneca pra pegar o ônibus e chegar a tempo de ir para a faculdade.
Saí da casa do Manecão com um pouco de dor, mas logo depois comecei a sentir muitas dores e cheguei a pensar que não conseguiria subir o morrinho da rua Porto Rico. Desci do ônibus e fui direto pra casa. Acho que agora consegui uma lesão na minha perna. Só assim para eu parar um pouco. Obrigado Maneca pela companhia e por tudo mais. Dia 01/05 já tem corrida de novo e eu não consigo nem andar direito. Até lá nada de treinos. Vou ficar no departamento médico para me recuperar. Quem sabe uma caminhada no final de semana...

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sábado, 20 de abril de 2013

20/04/2013 - Subida da Estrada do Rio Manso (Rio Manso ao Contrário)

Depois de 10 meses que fiz a descida da estrada do rio Manso com meus amigos Mário e Marcelo, o Cabelo resolveu convidar eu e o Maneca para fazer o percurso inverso. Fiquei com um pouco de receio em aceitar essa aventura, mas depois pensei melhor e acabei aceitando o passeio. Durante a semana preparei as coisas e também roupas para o frio da madrugada. Acordei ás 3:15 hs, não estava tão frio, preparei um lanche e ás 4:00 hs saí de casa. A neblina estava muito forte mas o céu estava estrelado, sinal de um dia quente. Ás 4:30 hs encontrei o Cabelo e o Maneca no posto do Vila Nova. Fizemos a foto oficial e partimos pela rodovia do arroz em direção ao bairro Duas Mamas em Schroeder.
Situações que temos que criar para fazer as fotos.
Saímos em meio àquela serração que atrapalhava um pouco a visibilidade e chegava a molhar a roupa.
Alguns quilômetros depois o primeiro grande desafio: subir a serrinha Canivete naquela escuridão. A serração deu uma trégua e começou a esfriar um pouco. Lá em cima, uma pausa para tomar uma água, um breve descanso e fotos.
Descemos a serrinha e chegamos em Schroeder, agora a serração ficou mais forte. O asfalto estava molhado e a temperatura mais agradável.


O dia começou a amanhecer e a alegria de fazer mais um passeio light estava estampado em nossos rostos.



Foto: Deivi Ivan Schiochet
Seguimos em direção a Santa Luzia e passamos pela ponte parcialmente interditada, a paisagem estava deslumbrante nessa região.


Agora já estava claro, ficamos esperando o nascer do sol que já iluminava o topo dos morros.

No começo da subida é possível notar finas cachoeiras em longas quedas, provavelmente um lugar de difícil acesso e que nos resta apreciar de longe.

No início a subida é mais leve e tem algumas descidas curtas. Começamos a passar pelas capelinhas das 14 estações e registramos algumas delas.

A gente estava pedalando a menos de 3 horas e o Maneca já estava sem água. Ele não quis abastecer na pedra furada então resolveu parar nesse pequeno riacho.

Queria fotografar essa pedra que passamos bem próximo e a minha câmera começou a apresentar alguns defeitos. Daqui em diante ela até funcionava, mas as fotos começaram a ficar sem qualidade. De vez em quando ela voltava a funcionar.
Agora o bicho pegou, subida forte, daquelas de patinar a roda traseira e exigir força na perna, empurrei alguns trechos. A vontade de chegar na capela da Nossa Senhora das Graças era grande, pois era a nossa parada para o primeiro lanche do dia.

Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
Apesar do sol, o caminho era cercado por árvores e um vento frio começou a me incomodar me obrigando a colocar o corta-vento.
Foto: Deivi Ivan Schiochet


O sobe e desce continuava e cada paisagem diferente era motivo para mais uma parada e fotos. Eu pensava que estava muito longe de casa, mas já chegamos em Joinville.



Passamos pela serraria abandonada.

E logo depois pela corredeira do rio.

As subidas continuaram forte e a presença das árvores foi diminuindo, logo ficou quente.
Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
A paisagem mudou, agora era possível ver as montanhas ao longe, grandes pastagens e a criação ficava assustada olhando três ciclistas perdidos por aquelas bandas.

Chegamos na bifurcação próximo ao Caulim, eu já estava cansado de tanto ficar subindo, mas meus amigos loucos gostaram do morrinho e ficavam brincando num sobe e desce que cansava mais ainda só de olhar.
Minha câmera voltou a dar problemas, tentei editar a imagem para ver se melhorava mas não adiantou muito.
Quase no final da estrada de chão, agora são subidas leves e algumas descidas.


Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
Chegamos em Campo Alegre e a foto em frente a prefeitura não poderia faltar. O clima estava bom e com um leve vento. Encontramos um senhor que fez questão de tirar fotos pra nós e nos deu a sugestão de conhecer três cachoeiras que ficam ali perto. Mas cronograma é cronograma, então é mais um motivo para voltar e conhecer essas cachoeiras em outra oportunidade.



Saímos de Campo Alegre e na SC-301 já sentimos um forte vento contra.
Com o vento, as subidas ficavam mais sofridas e para descer era preciso pedalar. Comecei a sentir um forte cansaço, até estranhei, acho que era fome.
Paramos no pórtico de Campo Alegre para nossa segunda parada. Fiz um lanche mais reforçado pois agora a próxima parada só em casa. Depois dessa parada comecei a me sentir um pouco melhor.


Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior

Foto: Manoel Acácio Behnke Júnior
Passamos em frente a entrada da estrada Rio do Júlio, até houve sugestões de voltar por ali, mas hoje não. Depois passamos em frente a entrada para o Castelo dos Bugres, um lugar que o Maneca falou que ia me levar para conhecer mas nunca levou rssss. Ele conhece tudo naquela região é só ver esses relados que ele mesmo fez em novembro de 2011: Morro Pelado 1 e Morro Pelado 2.

Passamos em frente ao Hotel Fazenda Dona Francisca, agora é só descida. Uma breve parada no mirante e bora pra casa.


Foto: Deivi Ivan Schiochet
A descida não rendeu muito, com o vento contra a velocidade não passou dos 65 km/h. Depois da descida, era difícil manter o ritmo. Na região próximo a entrada da estrada do Pico, uma chapa de aço cortou o pneu do Maneca, sendo necessário um pit stop fora da programação.
O Maneca fez a troca bem rápido e logo disparou, a vontade de chegar em casa era grande, já era 13:00 hs. Paramos na casa Krüger para fazer a foto da despedida, pois eu iria entrar em Pirabeiraba enquanto os dois retornariam pela BR-101.
E assim terminou mais uma aventura de muitas alegrias e cansaço. Mas a amizade e as lindas paisagens que a gente vê nesses passeios nos estimula a cada vez mais fazer passeios assim, conhecer lugares diferentes e de não desanimar de acordar ás 3:15 hs em uma madrugada fria, pedalar 140 km e chegar em casa ás 13:45 hs. Para muitos é sofrimento para nós é um prazer. Esse trajeto também gravei no GPS logo estarei postando o link aqui para quem quiser fazer o caminho sem se perder. Abraço e se quiserem saber mais sobre essa aventura, dá uma espiada no Natividade Aventuras Joinville e no Diário de Ciclista.

Confira minha pedalada no Garmin:

Confira minha pedalada no Strava: